A presidente da Câmara de Guayaquil, Cynthia Viteri, ordenou que dezenas de veículos municipais invadissem a pista do aeroporto, contrariando a vontade quer do Governo como da própria direcção da infraestrutura aeroportuária José Joaquín de Olmedo. A autarca comprometeu, assim, uma operação diplomática de repatriamento no Equador que tinha sido concertada entre representantes de Espanha e Holanda, por medo de contágio de Covid-19.
https://twitter.com/ArffManuel/status/1240382820960395265
Segundo o “La Vanguardia”, um avião era da espanhola Iberia, vindo de Madrid; o outro era da KLM e tinha partido de Amesterdão. Eram voos com mais de 10 horas. As tripulações só foram informadas do sucedido ao aproximarem-se de Guayaquil. Alguns dos veículos estavam estacionados e outros circulavam pela pista, impossibilitando qualquer hipótese de aterrar ou descolar. As aeronaves tiveram de ser redireccionadas para o aeroporto de Quito, onde tiveram autorização para aterrar.
Lenin Moreno, o actual presidente do Equador, onde já há 168 casos e três mortes, tinha dado autorização para que o Airbus A340 espanhol e o Boeing 777 holandês realizassem estes dois voos especiais. A bordo estaria só tripulação para poder recolher cidadãos europeus que precisam de repatriamento para a Europa.
Entretanto, Viteri disse que lhe chegaram informações que davam conta de que estavam a chegar passageiros. Por isso, reivindicou «a defesa da cidade».














