Não se esqueça de atrasar o relógio! Portugal muda hoje a hora (e não está sozinho na Europa)

Este sábado, os portugueses vão atrasar os relógios em 60 minutos, entrando oficialmente no horário de inverno. A alteração implica um acréscimo de uma hora durante a jornada, com impactos na rotina de milhares de cidadãos e na programação de transportes e serviços.

Executive Digest
Outubro 25, 2025
9:00

Este sábado, os portugueses vão atrasar os relógios em 60 minutos, entrando oficialmente no horário de inverno. A alteração implica um acréscimo de uma hora durante a jornada, com impactos na rotina de milhares de cidadãos e na programação de transportes e serviços.

Em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, a mudança ocorrerá às 02:00 horas, recuando o relógio uma hora para as 01:00. Nos Açores, a alteração será ligeiramente diferente, acontecendo às 01:00 horas locais, com o relógio também a atrasar 60 minutos.

Esta transição marca o regresso ao horário padrão, que se manterá até ao último domingo de março de 2026, quando Portugal voltará ao horário de verão. O objetivo principal do ajuste é aproveitar melhor a luz solar durante os meses de inverno, embora os benefícios energéticos tenham sido questionados ao longo dos anos.

Portugal não é o único país que realiza a mudança de hora. Todos os Estados membros da União Europeia atrasam os relógios no mesmo fim de semana, seguindo uma data comum definida pela Comissão Europeia. Países como França, Itália, Países Baixos, Suécia, Bulgária, Eslováquia, Estónia, Grécia, Malta, Polónia, República Checa, Áustria e Chipre realizam a mesma alteração no mesmo período.

No entanto, existem exceções no continente europeu: países como Rússia, Bielorrússia e Turquia não seguem o calendário de mudança da União Europeia. Fora da Europa, países como Canadá e Estados Unidos também alteram os relógios duas vezes por ano, embora em datas diferentes, geralmente em novembro.

O debate sobre a eliminação do sistema de mudança de hora tem sido retomado em vários países. Em Espanha, o presidente Pedro Sánchez pediu à União Europeia para encerrar esta prática, argumentando que os benefícios em termos de poupança energética têm vindo a diminuir, enquanto os impactos na saúde dos cidadãos se mantêm significativos.

Em 2018, a Comissão Europeia chegou a propor o fim da mudança bianual de hora, mas a falta de consenso entre os Estados membros levou à manutenção do sistema até 2026. Qualquer alteração futura exigirá negociação entre o Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu.

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