A Ucrânia lançou um ataque massivo de drones contra a Rússia na noite desta terça-feira, marcando um dos ataques mais intensos até ao momento – atingindo a cidade russa de Tiumen, a mais de 2.000 quilómetros da fronteira com a Ucrânia. O ataque ocorreu no dia de aniversário do presidente russo, Vladimir Putin.
Moscou relatou a intercetação de 209 projéteis — 184 entre 23h desta segunda-feira e 6 horas desta terça-feira, e mais 25 entre as 7 e 8 horas. A maioria foi intercetada nas regiões fronteiriças de Kursk e Belgorod, de acordo com o Ministério da Defesa da Rússia.
Entre os alvos estava a cidade russa de Tyumen, atingida por drones pela primeira vez. O ataque atingiu mais de 2.000 quilómetros da fronteira com a Ucrânia — um dos ataques de drones mais profundos conhecidos dentro da Rússia desde o início da guerra em grande escala.
As autoridades regionais da Rússia informaram que foram detetados três drones e neutralizados numa área industrial no distrito de Antipino, em Tyumen. Autoridades afirmaram que não houve explosões, incêndios ou feridos, e que as fábricas próximas continuaram a operar.
No entanto, diversos vídeos nas redes sociais mostraram camiões de bombeiros e ambulâncias a correr para a área afetada: diversos canais no ‘Telegram’ relataram ter ouvido duas explosões perto da refinaria de petróleo de Tyumen, da propriedade da Rusinvest, que produz gasolina, diesel e outros derivados do petróleo.
Segundo media locais, os moradores relataram problemas temporários com ligações nos smartphones e internet na área
A Ucrânia intensificou os ataques com drones contra instalações de petróleo e gás russas desde o verão, atingindo refinarias em diversas regiões. Os ataques agravaram a escassez de combustível na Rússia, elevando os preços da gasolina a níveis recordes e forçando o Governo a suspender as exportações de combustível pelo menos até ao final de 2025.
A 28 de setembro, 38% da capacidade de refinação primária — equivalente a 338.000 toneladas por dia — estava offline, com a produção de gasolina a cair em 1 milhão de toneladas, deixando o mercado interno com uma queda de cerca de 20% da procura, segundo dados da agência de inteligência de mercado Seala.














