A NASA anunciou hoje que, devido a um vazamento de combustível detetado durante voos de teste, vai adiar pelo menos para março o lançamento da missão Artemis II que estava previsto para o próximo fim de semana.
A agência espacial norte-americana anunciou o adiamento, o segundo no espaço de uma semana, nos seus canais oficiais, definindo agora março como “a data de lançamento mais próxima possível para a missão Artemis II”.
Na sexta-feira, a NASA já tinha adiado o lançamento por dois dias devido às más condições meteorológicas.
O adiamento da missão também significa que os quatro astronautas que seguiriam no foguetão deixarão a quarentena iniciada a 21 de janeiro para garantir condições ideais de saúde e só retornarão à quarentena duas semanas antes da definição de uma nova data de lançamento.
Na missão Artemis II prevê-se que astronautas voem ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.
A missão deverá durar cerca de 10 dias e vão participar três norte-americanos e um canadiano.
Ao mesmo tempo, a NASA está a preparar uma missão tripulada para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa), cujo lançamento está dependente da data definida para a Artemis II do novo programa lunar Artemis da NASA que visa “testar sistemas e equipamentos” para a missão Artemis III, prevista para 2027, e que vai colocar de novo astronautas na superfície da Lua, previsivelmente parte da tripulação que seguirá na Artemis II.
Apenas astronautas norte-americanos, todos homens, estiveram na órbita e na superfície da Lua, entre finais dos anos 1960 e início de 1970, ao abrigo do programa lunar Apollo da NASA.
O primeiro voo, não tripulado, do programa Artemis ocorreu em novembro de 2022 e serviu para testar o desempenho da nave reutilizável Orion, que tem um módulo de fabrico europeu, e do foguetão SLS, o mais potente da NASA, cujo lançamento inaugural foi antecedido por várias vicissitudes.
Os Estados Unidos esperam com o programa Artemis preparar os astronautas para missões de permanência na Lua e viagens a Marte, planeta onde ambicionam chegar a partir de 2030.
O Tratado do Espaço Exterior, de 1967, que rege a exploração espacial e ao qual estão vinculados países como Portugal, define os astronautas como enviados da humanidade.














