O Ministério Público acusou 73 arguidos no âmbito da Operação “Tempestade Perfeita”, entre as quais, altos quadros da Defesa que alegadamente recebiam contrapartidas de dinheiro e de bens materiais em troca de adjudicações de contratos a empresas. O Estado terá sido prejudicado em milhares de euros.
Entre os arguidos encontram-se Alberto Coelho, antigo diretor-geral da Direção Geral dos Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), acusado de corrupção passiva, branqueamento, peculato e falsificação de documento. A acusação, a que a Lusa teve acesso, defende ainda que seja condenado a pagar ao Estado mais de 86 mil euros, que correspondem ao que consideram ter sido as vantagens obtidas de forma ilícita.
Além de Alberto Coelho, o MP acusou também Paulo Morais Branco, ex-diretor financeiro da DGRDN, de vários crimes de corrupção passiva, branqueamento e falsificação de documento e pediu o pagamento de 415 mil euros. Os mesmos crimes foram imputados a Francisco Marques, antigo diretor dos serviços de infraestrutura e património, a quem é igualmente pedida a condenação ao pagamento de quase 272 mil euros.
Recorde-se que o caso levou à demissão do ex-secretário de Estado, Marco Capitão Ferreira, suspeito de lucrar com contratos fictícios, e que em julho foi constituído no âmbito do mesmo processo.
Entre os casos investigados, que terão ocorrido entre 2019 e 2021, um dos mais flagrantes diz respeito a obras no Hospital Militar de Belém, inicialmente orçamentadas em 750 mil euros, mas que acabaram por custar aos cofres do Estado mais de três milhões de euros.
A derrapagem foi revelada por uma auditoria da Inspeção Geral da Defesa Nacional (IGDN), que visou a atuação de Alberto Coelho.
[Atualizado às 18h29 com os valores a pagar ao Estado]














