Mesmo com preços a subirem 15%: portugueses e estrangeiros lotam hotéis para o Natal e Fim de Ano

A seis semanas do Natal e Fim de Ano, as ocupações nos hotéis do país rondam os 95%, apesar do aumento de 15% nos preços, o que poderá fazer de 2025 encerrar com chave de ouro

Revista de Imprensa
Novembro 10, 2025
10:22

A seis semanas do Natal e Fim de Ano, as ocupações nos hotéis do país rondam os 95%, apesar do aumento de 15% nos preços, o que poderá fazer de 2025 encerrar com chave de ouro, indicou esta segunda-feira o ‘Diário de Notícias’. A procura por estrangeiros mantém-se a trave-mestra, mas o mercado nacional assumiu um papel preponderante.

Segundo o Pestana Hotel Group, as reversas para o próximo mês estão a evoluir de forma positiva e que tudo indica que será superado 2024: em particular nos hotéis do Porto, ao contrário de Lisboa, onde a procura está ligeiramente abaixo do ano passado. No Algarve, é expectável um crescimento de entre 5 e 7%, sendo que a Madeira é o destino “estrela” nesta época, com “uma procura forte e consistente”, que deverá valer uma subida de 10% face ao período homólogo.

Nas grandes cidades, indicou o jornal diário, são os portugueses e espanhóis a encher os hotéis, no Algarve e Madeira são britânicos e alemães. “Esta é uma época essencial para mitigar a sazonalidade típica de dezembro, sobretudo nos hotéis de Lisboa, Porto e nas Pousadas de Portugal, onde se verifica uma forte performance em restauração, banquetes e eventos corporativos. No Algarve e na Madeira, é também um período de extrema importância, que contribui para dinamizar o mês de janeiro”, explicou fonte do grupo hoteleiro.

Já o Vila Galé espera um aumento de receita: o segundo maior grupo hoteleiro nacional destacou o forte interesse nos hotéis da Serra da Estrela e Alentejo, bem como Lisboa e Porto. As reservas de portugueses e ingleses estão a aumentar, ao contrário de franceses, irlandeses, espanhóis e brasileiros.

A Madeira é o destino de eleição nesta fase do ano: a Savoy Signature antecipou um Fim de Ano recorde, mesmo com a subida dos preços. “Prevemos uma ocupação acima dos 80% e uma estada média em torno das sete noites. Os preços registaram um crescimento médio de cerca de 15% face ao mesmo período do ano passado. Em termos de receita, os últimos três dias do ano representam tanto quanto o mês todo de dezembro”, apontou. A ‘animar’ a procura estão os EUA, Polónia e Suíça.

Há cada vez mais famílias que optam por celebrar a quadra festiva em hotéis e restaurantes para fugir do habitual stress da época. “As casas mais pequenas e as distâncias entre familiares dificultam o encontro anual da família alargada”, explicou Alexandre Marto Pereira, CEO da United Hotels de Portugal. Igual explicação avançou o diretor de marketing e vendas da Vila Galé.

“Tem sido uma tendência dos últimos anos, e há um crescimento constante, quer na restauração quer no alojamento. As pessoas preferem juntar-se onde têm serviço em vez de terem todo o trabalho em casa”, defendeu Pedro Ribeiro.

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