A Metro Mondego (MM) anunciou hoje que o serviço de Metrobus, no troço suburbano, será suspenso na quinta-feira, tendo em conta a previsão do agravamento do estado do tempo e, em alternativa, disponibiliza autocarros.
“Houve um entendimento conjunto de que deverá ser suspenso o serviço de Metrobus no dia de amanhã, quinta-feira, dia 05 de fevereiro, no troço suburbano, atendendo ao agravamento das previsões meteorológicas previstas, de modo a garantir a segurança das pessoas”, anunciou a MM.
Segundo uma nota de imprensa, a decisão saiu “após reuniões de trabalho realizadas no decorrer do dia de hoje entre as entidades da Proteção Civil municipal dos Municípios da Lousã, de Miranda do Corvo e de Coimbra”.
“Como forma de reduzir o impacto desta suspensão, a MM irá disponibilizar transporte em autocarro, de hora a hora, que servirá exclusivamente as paragens dos serviços alternativos de Serpins, Lousã-Estação, Miranda do Corvo e Vale das Flores”, indicou.
Referiu ainda que a decisão de suspensão “tem por base o contexto florestal do troço suburbano e as previsões de rajadas de vento fortes para” quinta-feira.
E também “a avaliação dos riscos de deslizamento de massas, de queda de árvores, de postes, bem como de indisponibilidade de infraestruturas associadas a cheias e a inundações”.
A MM garantiu que a normalização do serviço “ocorrerá logo que seja possível restabelecer as condições de segurança adequadas” para a circulação do Metrobus.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














