Mau tempo: Três deslocados por risco de derrocada na Encosta do Castelo em Torres Vedras

Três pessoas foram hoje retiradas de casa por precaução e duas árvores que pendiam sob habitações foram removidas face ao risco de desmoronamento da Encosta do Castelo, em Torres Vedras, disse hoje o vice-presidente da câmara.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 13, 2026
20:11

Três pessoas foram hoje retiradas de casa por precaução e duas árvores que pendiam sob habitações foram removidas face ao risco de desmoronamento da Encosta do Castelo, em Torres Vedras, disse hoje o vice-presidente da câmara.


“Estamos a tirar duas árvores de cima de duas casas e a retirar três pessoas da que estava habitada”, afirmou Diogo Guia, que tem o pelouro da Proteção Civil na câmara de Torres Vedras.


Depois de sondagens realizadas hoje no local, “os técnicos confirmaram que há zonas bastante descalças, há fissuras graves no terreno, a muralha exterior do Castelo tem fissuras, temos drenagens por todo o lado e há um risco de deslizamento contínuo”, explicou o autarca.


“Na rua já não dá para passar a pé, porque [o deslizamento] está a avançar”, acrescentou.


Esta semana, ocorreram dois deslizamentos de terras na Encosta do Castelo provocados pelo mau tempo e o vereador avisou que “é muito perigoso passar ali”.


“Temos ali um problema de massas a cair, porque existe água na encosta”, explicou, acrescentando que, “de um lado da encosta as árvores estão a cair”, evidenciando o risco existente.


Devido ao perigo de derrocada, foram interditadas por precaução uma rua de acesso ao Castelo e a sala de concertos Bang Venue.


Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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