Mau tempo deixa PME em situação “dramática” e estragos nas estradas travam comércio e serviços, alerta responsável

Presidente da CPPME, Jorge Pisco, descreve uma situação “complicada” para empresas “de todos os setores”, sublinhando, no entanto, que os efeitos são mais visíveis no comércio e serviços

Executive Digest
Fevereiro 12, 2026
9:18

Os estragos nas estradas provocados pelas tempestades das últimas semanas estão a ter impacto direto no comércio e nos serviços, dificultando a distribuição de bens e a atividade das empresas em todo o país. A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) alerta que as dificuldades de circulação estão a comprometer a capacidade de muitas organizações fazerem chegar os seus produtos ao mercado.

Em declarações à rádio ‘Renascença’, o presidente da CPPME, Jorge Pisco, descreve uma situação “complicada” para empresas “de todos os setores”, sublinhando, no entanto, que os efeitos são mais visíveis no comércio e serviços. As limitações nas vias rodoviárias, resultantes do mau tempo, estão a criar constrangimentos logísticos que acabam por ter reflexos imediatos na atividade económica.

O dirigente associativo admite que é natural que ocorram perturbações perante a dimensão da intempérie que tem afetado o país, mas alerta para o efeito em cadeia que já se faz sentir para além das zonas mais atingidas, incluindo a região Centro.

Jorge Pisco fala mesmo numa situação “dramática” para muitas empresas portuguesas, defendendo que os impactos indiretos poderão agravar-se nos próximos tempos. O responsável alerta que há empresas em risco de encerrar portas, sendo urgente “pô-las a laborar”, sob pena de perderem encomendas já contratadas.

Paralelamente, a CPPME critica a resposta do Governo às empresas afetadas. A opção por linhas de crédito é considerada insuficiente. Segundo afirmou Jorge Pisco, estas medidas “não são apoios, são mais endividamento para as empresas”.

A confederação defende, por isso, a atribuição de apoios a fundo perdido, argumentando que o país vive um período de calamidade, com empresas afetadas diretamente pelos estragos e outras atingidas de forma indireta pelo abrandamento da economia.

Para a CPPME, sem apoios diretos e não reembolsáveis, o tecido empresarial poderá enfrentar maiores dificuldades de recuperação, num contexto já marcado por fragilidades financeiras e pela pressão adicional causada pelos danos nas infraestruturas rodoviárias.

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