Torres Vedras decidiu suspender a cobrança de estacionamento na cidade até quinta-feira, assim como a tarifa fixa da água na fatura devido aos efeitos do mau tempo no concelho, foi hoje anunciado.
A Câmara Municipal e a empresa municipal Promotorres, que gere o estacionamento na cidade, informaram hoje que “o estacionamento tarifado na cidade de Torres Vedras se encontra suspenso até às 14:00 de dia 12 de fevereiro”.
“A decisão decorre das condições climatéricas adversas registadas nas últimas horas e do impacto significativo na dinâmica da cidade, visando facilitar a vida dos cidadãos num contexto particularmente exigente ao nível da mobilidade e da organização do quotidiano”, é justificado numa nota de imprensa hoje divulgada.
“Os constrangimentos verificados na circulação rodoviária e nas deslocações urbanas justificam a adoção desta medida excecional e de caráter temporário”, é ainda referido.
Também os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Torres Vedras informaram que, “considerando os constrangimentos prolongados ao abastecimento de água dos últimos dias, decorrentes dos fenómenos meteorológicos extremos, vão isentar os/as clientes do pagamento da tarifa de disponibilidade pelo valor correspondente aos dias completos em que o serviço esteja interrompido”.
O ajuste no pagamento vai ser feito nas próximas faturas associadas a cada contrato.
A tarifa de disponibilidade de água é o valor fixo pago correspondente à disponibilidade do serviço e é independente do volume de consumo.
Quatro mil clientes das freguesias de São Pedro da Cadeira e São Mamede da Ventosa continuam sem água, confirmou hoje a administradora-delegada dos SMAS, Sandra Pedro.
Alguns consumidores queixaram-se à agência Lusa que estão sem água há duas semanas.
“Estamos a concluir uma reparação complexa de condutas aéreas com cerca de 200m, sobre terrenos com deslizamentos, para resolver esta situação”, explicou a administradora, acrescentando que, em paralelo, têm surgido “avarias devido a deslizamento de terras, inundações e cedência de vias”.
Segundo disse no sábado à agência Lusa o vice-presidente da câmara, Diogo Guia, além do mau tempo, não é feita a manutenção da rede “há muitos anos”, existindo 1.300 quilómetros de condutas com mais de 10 anos que nunca tiveram qualquer intervenção.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













