Mau tempo: Sobral de Monte Agraço imputa à EPAL responsabilidade na resolução de roturas

O município e as freguesias de Sobral de Monte Agraço imputaram hoje responsabilidades à EPAL na resolução das várias roturas que surgiram na sequência do mau tempo e que têm causado falhas sucessivas no abastecimento de água ao concelho.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 13, 2026
21:13

O município e as freguesias de Sobral de Monte Agraço imputaram hoje responsabilidades à EPAL na resolução das várias roturas que surgiram na sequência do mau tempo e que têm causado falhas sucessivas no abastecimento de água ao concelho.


“Não obstante os esforços desenvolvidos pelo município e pelas juntas de freguesia para mitigar os impactos junto da população […] importa sublinhar que a resolução estrutural do problema extravasa a esfera de competência municipal, recaindo sobre a EPAL enquanto entidade responsável pela infraestrutura em causa”, é referido numa carta aberta da Câmara e juntas de freguesia do Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa.


Na carta, as autarquias criticam a EPAL por informação “insuficiente quanto às causas técnicas das roturas, aos prazos previsíveis de reposição do serviço e às medidas concretas destinadas a prevenir a recorrência destas situações”.


Desde 28 de janeiro, registaram-se no concelho oito roturas na rede, o que causou “interrupções prolongadas e sucessivas no fornecimento de água às populações”, que estão, há “nove dias” sem abastecimento regular, escrevem.


Na carta, Câmara e juntas de freguesias requerem à EPAL a “reposição imediata, estável e tecnicamente sustentada do abastecimento de água em todo o concelho” e a apresentação de um relatório técnico sobre as causas das sucessivas roturas e o estado da infraestrutura.


É ainda pedido um plano de intervenção na rede e a avaliação dos impactos causados às populações.


Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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