O primeiro-ministro anunciou hoje que voltará a reunir-se com o Presidente da República na próxima quinta-feira para analisarem a situação do país nessa altura, salientando que os próximos dias apresentam “grandes desafios” em termos de condições climatéricas.
Numa declaração aos jornalistas, no Palácio de Belém, após ter sido recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro deixou a advertência que, do ponto de vista da evolução meteorológica, o país está “perante uma semana que apresenta um desafio grande”.
“Por isso mesmo, combinei com o senhor Presidente da República voltar aqui [Palácio de Belém] na próxima quinta-feira – um dia que se perspetiva que será também difícil – para podermos fazer a avaliação das incidências precisamente nessa ocasião. Também para podermos fazer uma previsão ainda mais próxima do fim de semana, em particular de domingo, que é um dia em que igualmente é previsível, do ponto de vista das chuvas, que possa haver problemas em termos de cheias ou inundações”, declarou o líder do executivo.
Após esta audiência com o primeiro-ministro, o chefe de Estado vai ao funeral do cineasta João Canijo e segue para zonas afetadas pelas tempestades, começando pelo município de Ourém.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.





