A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, começou hoje a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, disse à Lusa a presidente da autarquia.
“Neste momento, o que está em curso é, de facto, um processo de evacuação de Porto Brandão, porque aí é que se teme uma derrocada maior que pode cortar os acessos” à localidade, explicou Inês de Medeiros.
A autarca disse que a operação está em curso, pelo que não sabe ainda o número exato de pessoas que terão de sair da zona.
“Já muitas pessoas têm saído nos últimos 10 dias, porque temos vindo a monitorizar a situação. A chuva não para e aquilo tem vindo a agravar-se”, disse.
A estrada de Porto Brandão já se encontra interditada a viaturas, e, por esse motivo, a Estação Fluvial encontra-se encerrada, pelo que o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria — Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




