Mau tempo: Imagens de satélite mostram extensão das inundações na bacia do Tejo

Imagens de satélite captaram a intensidade das chuvas sobre a Península Ibérica durante três fortes tempestades de Inverno e a extensão das inundações que se seguiram na bacia do rio Tejo, em Portugal, divulgou a Agência Espacial Europeia (ESA).

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 11, 2026
0:32

Imagens de satélite captaram a intensidade das chuvas sobre a Península Ibérica durante três fortes tempestades de Inverno e a extensão das inundações que se seguiram na bacia do rio Tejo, em Portugal, divulgou a Agência Espacial Europeia (ESA).


A agência lembrou, em comunicado divulgado hoje, que as tempestades Kristin, Leonardo e Marta atingiram Espanha, Portugal e o Norte de África no início de 2026, provocando inundações generalizadas.


Em Portugal, a ESA destacou as áreas particularmente afetadas na cidade de Alcácer do Sal e na bacia do rio Tejo.


Uma imagem de radar divulgada na nota, baseada em dados captados pelo satélite Copernicus Sentinel-1, mostra a extensão das cheias em redor do rio Tejo e da sua bacia hidrográfica, a nordeste de Lisboa, com as áreas inundadas a vermelho.


A imagem foi captada em 07 de fevereiro e sobreposta a uma imagem de 27 de dezembro, mostrando onde os níveis da água subiram, sublinhou a ESA.


Também o Copernicus divulgou na segunda-feira no seu ‘site’ imagens e dados sobre as inundações em Portugal.


O Copernicus destacou que foi ativado o Serviço de Gestão de Emergências Copernicus (CEMS) para avaliar a extensão das inundações em 17 áreas de interesse em Portugal.


“Esta visualização de dados, produzida com recurso ao produto de delimitação do CEMS, mostra as áreas inundadas em redor do Rio Tejo e da Reserva Natural do Estuário do Tejo, localizada a nordeste de Lisboa. (…) [Em] Salvaterra de Magos, foram inundados mais de 64.000 hectares até 8 de fevereiro de 2026”, sublinhou este programa europeu de observação da Terra do qual Portugal é Estado-membro.


O CEMS fornece informações geoespaciais para apoiar a monitorização e o mapeamento de eventos climáticos extremos, ajudando as autoridades a compreender melhor a extensão dos danos nas áreas afetadas, pode ler-se ainda na mesma nota.


Este serviço foi ativado em 28 de janeiro e em 03 de fevereiro devido a inundações em Espanha e Portugal. Ambas as ativações ainda estão em vigor, sublinhou também a ESA.


A agência europeia lembrou ainda, no seu comunicado, que em Espanha, a Andaluzia e a Galiza estiveram entre as zonas afetadas e que a região montanhosa em redor de Grazalema, no nordeste da província de Cádis, registou mais de 500 mm de chuva em 24 horas durante as tempestades.


A agência europeia divulgou uma imagem da Península Ibérica que mostra a acumulação de chuva entre 01 e 07 de fevereiro, utilizando os dados da missão Global Precipitation Measurement (GPM).


A missão GPM é uma rede internacional de satélites que fornece observações globais sobre a chuva e a neve, explicou a ESA.


Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


 

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