O presidente do Município de Soure disse hoje à agência Lusa que a maior preocupação no concelho é na freguesia da Granja do Ulmeiro, mas mostrou-se otimista que o pior pode já ter passado.
“Tenho água em locais onde não tinha tido”, disse Rui Fernandes, referindo-se à situação na Granja do Ulmeiro, que considerou como a “mais preocupante” no concelho.
“Parece que, aparentemente, a [barragem da] Aguieira já está a reter e, porventura, o pior terá passado”, acrescentou.
No centro da vila de Soure continuam a registar-se inundações e “em nível bastante alto”.
“Estamos na cota mais alta que esteve nestes dias”, indicou.
Rui Fernandes afirmou ainda estar “otimista” para a próxima noite face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“Se o pior é entre as 17:00 e as 19:00, e se a seguir alivia, espero que seja a primeira noite normal de várias”, referiu.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



