Mau tempo. Governo suspende portagens nas regiões afetadas a partir desta noite

A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana

Francisco Laranjeira
Fevereiro 3, 2026
11:49

Luís Montenegro esteve esta terça-feira em Pombal, uma das regiões mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, e anunciou a suspensão das portagens a partir desta meia-noite nas regiões de Leiria, Pombal e Marinha Grande.

O primeiro-ministro anunciou que vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.

Mais especificamente:

Na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente (COL);
– Na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira;
– Na A14 entre Sta. Eulália e o Nó de Ança;
– Na A19 entre o Nó de Azoia e o Nó de S. Jorge;

O tráfego que atravesse as autoestradas entre os nós acima referidos não será isentado.

A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana. “Esta decisão foi tomada por forma a poder apoiar a deslocação de materiais e de voluntários para estas regiões do país, em estrita articulação com as concessionárias e subconcessionárias”, indicou, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação. “O Governo saúda a disponibilidade das concessionárias, subconcessionárias, Infraestruturas de Portugal – IP, SA e operadoras de portagens na rápida operacionalização da medida”, pode ler-se no comunicado, que destacou “a atitude solidária das concessionárias Brisa, Autoestradas do Atlântico, Brisal e IP para acomodar parte dos custos desta isenção”.

“O trabalho de recuperação desta região, com a articulação de todos os setores da administração pública, não só apoiando as empresas e outras câmaras, de uma forma articulada reerguer o mais rápido possível a região e o país, cuja recuperação vai ser demorada”, indicou o primeiro-ministro.

Montenegro indicou também que o Governo pode vir a decidir “dar uma ajuda para recuperação pelos prejuízos não cobertos pelos seguros, que no caso das habitações permanentes pode ir até 10 mil euros”. “Haverá também duas moratórias de 90 dias para poder adiar pagamentos, tanto no crédito habitação como nos créditos fiscais”, apontou, podendo estender-se por 12 meses. “Para as empresas, temos uma linha de crédito de 500 milhões de euros e uma de mil milhões de euros já para trabalhos de recuperação”, apontou.

“Serão alguns anos para terminar todo este trabalho”, lamentou o chefe do Executivo.

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