A GNR, na sequência das vitimas e dos estragos provocados pela depressão Kristin, está a reforçar a operação no terreno nas zonas afetadas para evitar eventuais pilhagens, furtos e burlas e dar apoio às populações, sobretudo aos idosos.
Em comunicado, a GNR adianta que empenhou efetivos e meios operacionais para as zonas mais críticas, incluindo patrulhas, reconhecimento de áreas isoladas, apoio ao trânsito e auxílio à circulação em vias condicionadas, aumentando a visibilidade policial em zonas vulneráveis com o objetivo de reforçar a prevenção criminal, sobretudo furtos, pilhagens e burlas e identificar rapidamente comportamentos suspeitos que explorem a fragilidade das populações afetadas.
Em declarações à agência Lusa, o major João Gaspar, da Divisão de Comunicação e Relações Públicas, sublinhou que a GNR tem igualmente uma enorme preocupação com as populações afetadas, algumas delas ainda isoladas, e sobretudo com os mais idosos, prestando-lhes apoio no terreno.
O mesmo responsável deu como exemplo inúmeros contactos de emigrantes portugueses preocupados com a situação de familiares, alguns idosos, nas zonas afetadas, sendo uma das corporações que atualmente tem mais capacidade de deslocação no terreno para aferir das situações e dar apoio, sobretudo no transporte de bens alimentares.
Para além desta componente, é ainda prioridade dos militares da GNR no terreno, em particular da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), colaborar na desobstrução de vias, ações de busca, resgate e salvamento e de apoio à evacuação preventiva, quando necessário.
A GNR afirma que “tem desenvolvido um trabalho de proximidade essencial, garantindo o contacto direto com estas populações, sinalizando necessidades urgentes, assegurando o acompanhamento de pessoas mais vulneráveis e funcionando, muitas vezes, como o primeiro elo de ligação entre os cidadãos isolados e os restantes serviços de emergência e proteção civil”.
Face às consequências da depressão Kristin, a GNR aconselha a que as populações sigam as indicações das autoridades, mantenham distância de árvores instáveis, cabos elétricos caídos e estruturas danificadas até que as equipas técnicas confirmem a segurança.
Em situações de risco semelhante, que tenham preparados itens essenciais em casa (lanterna, rádio, água, alimentos não perecíveis, medicamentos, carregadores portáteis) para garantir autossuficiência por 72 horas, se possível e, sempre que possível, não deixem habitações sem vigilância, sobretudo casas danificadas ou temporariamente desocupadas e que qualquer movimento suspeito seja comunicado de imediato às Forças de Segurança.
A GNR alerta ainda para a possibilidade de surgirem falsos funcionários que se façam passar por técnicos da eletricidade, água, telecomunicações, seguros, Proteção Civil ou outras entidades para efetuarem eventuais burlas e que, antes de permitir a entrada em casa, confirmem sempre a identificação profissional e, em caso de dúvida, não hesitem em contactar a guarda.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.














