Mau tempo. “Preveem-se perturbações nos próximos dias”: estado de calamidade declarado até 1 de fevereiro em pelo menos 60 municípios

O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros

Francisco Laranjeira
Janeiro 29, 2026
17:57

O Governo anunciou esta quinta-feira que o decreto de situação de calamidade abrange o período entre as 00:00 da passada quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro e cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros. “É momento para alertar os portugueses que os efeitos desta tempestade não passaram. Preveem-se perturbações nos próximos dias, em especial a precipitação e risco de cheias em zonas sensíveis. São riscos sérios que merecem que as populações estejam atentas aos avisos das autoridades e evitem riscos.” O estado de calamidade, alertou o ministro, será reavaliado no dia 2.

“No âmbito territorial, esta tempestade teve um impacto extremo na região Centro do país, a zona de impacto da ciclogénese explosiva. São os 60 municípios nessa área e outros que ativaram planos municipais de proteção civil que se aplica já a declaração do estado de calamidade”, apontou Leitão Amaro, sublinhando que o Governo está no terreno desde quarta-feira.

Segundo Leitão Amaro, o decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a Norte, e os de Lourinhã e Torres Vedras, a sul, podendo ser acrescentados outros por despacho da ministra da Administração Interna.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

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