A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) apelou hoje aos produtores para que procedam ao tamponamento dos pavilhões onde se encontram os animais e dos locais onde estão armazenados os seus alimentos, face ao mau tempo.
O alerta da DGAV surge a pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPEC).
Vimos “alertar para a necessidade de tamponamento das entradas de água, com recurso a sacos de areia, nos pavilhões onde se encontrem os animais, bem como em locais onde estejam armazenados os seus alimentos”, lê-se numa nota da DGAV.
Portas, janelas e outras possíveis entradas de água devem ser protegidas, mas também, conforme precisou, as entradas dos sistemas de águas pluviais e esgotos que, em situações de cheia, “tendem a inverter o seu fluxo normal, permitindo a entrada dentro dos locais que deviam drenar”.
A DGAV pediu também particular atenção à deslocação de animais que se encontrem em pastagens, com risco de inundação, para outros locais, para reduzirem a possibilidade de ficarem isolados em “ilhas”.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














