Os caudais dos rios no continente português mantêm-se hoje elevados e as cheias continuam a provocar prejuízos, com o mau tempo das últimas semanas a ter já provocado 12 mortes e centenas de feridos e desalojados.
Estas são as piores cheias dos últimos anos, com alertas para Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, mas também para a bacia do Tejo ou para rios no Algarve ou a norte do país, e com previsões de mais chuva.
Mas Portugal já viveu situações dramáticas no passado, também com mortos, feridos e desalojados.
É a seguinte a cronologia dos principais acontecimentos relacionados com cheias em Portugal:
1962 – Inundações no norte e no centro do país, especialmente no Douro e no Mondego. O número de mortes, de feridos ou de desalojados não foi divulgado.
1967 – Em 25 de novembro, grandes cheias, repentinas e durante a noite, na grande Lisboa e Vale do Tejo, especialmente nos municípios de Loures, Vila Franca de Xira, Odivelas e Alenquer, provocam centenas de mortes, cerca de 500 (também se noticiou 700), embora os números oficiais sejam de 427. Milhares de pessoas ficaram desalojadas. Foi a maior tragédia do século XX provocada por cheias.
1979 – Em fevereiro, cheias na região de Santarém duram nove dias e causam dois mortos, 115 feridos e 1.187 desalojados.
1983 – Em novembro, cheias rápidas em áreas urbanas densas provocam 10 mortes em Lisboa, Loures e Cascais. Cerca de 1.800 famílias ficaram sem casa.
1997 – Também em novembro morreram 11 pessoas no baixo Alentejo e 200 famílias ficaram desalojadas devido a chuvas intensas (ciclogénese explosiva) que numa só noite provocaram cheias devido à subida das ribeiras.
2010 – Em fevereiro registam-se 47 mortes na Madeira, principalmente no Funchal e no sul da ilha. Aluviões e cheias violentas provocaram também centenas de feridos e desalojados (250 e 600, respetivamente).












