O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de mostrar insensibilidade e impreparação para gerir a crise provocada pela tempestade Kristin e destacou o papel do Presidente da República.
“A sensação com que se fica é que, mais uma vez, o Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir atempadamente a crise. Tinha acontecido no apagão e nos incêndios, e voltou a acontecer agora”, declarou José Luís Carneiro, em conferência de imprensa, na sede nacional do PS, em Lisboa, após uma reunião com autarcas.
Entre outras críticas, o secretário-geral do PS referiu que “não houve reunião da Comissão Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) nem antes nem durante nem depois da passagem da depressão” e considerou que “a declaração da situação de calamidade foi tardia”.
Interrogado sobre declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, feitas na quinta-feira, de que ninguém pediu a declaração da situação de calamidade na quarta-feira, José Luís Carneiro não comentou essas palavras, mas antes destacou o papel “muito importante” do chefe de Estado.
“Eu quero sublinhar que o senhor Presidente da República foi muito importante para que tivesse existido uma resposta que, embora tardia, para que tivesse existido uma resposta da parte do Governo adequada aos alertas e às vozes dos autarcas que se fizeram ouvir durante a manhã do dia 28”, disse o secretário-geral do PS.
Quando os jornalistas lhe pediram para explicar de que modo é que o chefe de Estado foi importante, José Luís Carneiro respondeu que, segundo os autarcas lhe transmitiram, “a sua sensibilidade foi muito importante na gestão deste processo político”, e nada mais adiantou.
Na sua reunião de hoje com autarcas do PS, por videoconferência, participaram, de acordo com o partido, 12 presidentes de câmaras, incluindo os de Leiria, Coimbra, Marinha Grande, e 20 vereadores.














