Mau tempo: Câmara de Abrantes admite “milhões de euros” de prejuízos

Os prejuízos provocados pelas tempestades e cheias em Abrantes ascendem a “milhões de euros”, tendo o município já iniciado o processo de identificação e quantificação dos danos, disse hoje o presidente da Câmara.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 9, 2026
18:47

Os prejuízos provocados pelas tempestades e cheias em Abrantes ascendem a “milhões de euros”, tendo o município já iniciado o processo de identificação e quantificação dos danos, disse hoje o presidente da Câmara.


“Não há ainda uma ordem de grandeza concreta, mas não temos dúvidas de que estamos a falar de muitos milhões de euros de prejuízo no concelho”, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS).


O autarca explicou que o município, no distrito de Santarém, já iniciou o processo de identificação e quantificação dos danos provocados pela depressão Kristin e pelas cheias no Tejo, para enquadrar candidaturas a apoios governamentais e comunitários no âmbito da situação de calamidade.


“Estamos abrangidos pela decisão do Conselho de Ministros e haverá apoios do Estado e da União Europeia para responder às dificuldades das pessoas, das empresas e do espaço público. O município estará disponível para acompanhar e reforçar essa resposta”, acrescentou.


Manuel Jorge Valamatos recordou que, em 03 de fevereiro, o executivo aprovou por unanimidade a atribuição de 1,155 milhões de euros às 13 juntas e uniões de freguesia do concelho, no âmbito de contratos interadministrativos destinados a intervenções prioritárias a executar ao longo de 2026.


“Este pacote foi planeado há meses, com base em necessidades levantadas ao longo de 2025. A destruição causada agora pela tempestade e pelas cheias é uma realidade nova que vamos ter de analisar e quantificar”, sublinhou.


O investimento aprovado no início do mês destina-se a pequenas reparações e melhorias em estradas, escolas, espaços públicos, jardins e cemitérios, identificadas pelas freguesias ao longo do último ano, sem relação com os estragos registados nas últimas semanas.


“É um sinal de grande confiança e articulação entre o município e as freguesias, permitindo responder com maior rapidez a problemas identificados no território”, acrescentou o autarca.


Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo mantém-se em alerta vermelho e mais de uma centena de vias no distrito de Santarém continuam condicionadas ou submersas devido às cheias e à precipitação persistente.


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