Mau tempo: soluções da banca para famílias afetadas assentam sobretudo em novos empréstimos e é necessário cautela, alerta DECO PROteste

De acordo com a análise da DECO PROteste, embora algumas instituições apresentem condições temporariamente mais favoráveis, como isenção de comissões ou bonificação de taxas de juro por períodos limitados, estas soluções acabam por se traduzir em novos créditos que terão de ser reembolsados

Executive Digest com DECO PROTeste
Fevereiro 10, 2026
14:59

Na sequência da tempestade Kristin e dos danos significativos causados em habitações e bens essenciais, a DECO PROteste analisou as propostas de apoio financeiro criadas por vários bancos para responder às necessidades imediatas das populações afetadas.

A principal conclusão é que a maioria das soluções apresentadas assenta na contratação de novos empréstimos, o que pode agravar o endividamento das famílias num momento de especial fragilidade financeira.



De acordo com a análise da DECO PROteste, embora algumas instituições apresentem condições temporariamente mais favoráveis, como isenção de comissões ou bonificação de taxas de juro por períodos limitados, estas soluções acabam por se traduzir em novos créditos que terão de ser reembolsados.

Outro aspeto relevante é o facto de várias destas propostas estarem condicionadas à relação prévia com o banco, sendo, em muitos casos, dirigidas apenas a clientes da própria instituição, o que poderá limitar o acesso de uma parte significativa dos consumidores afetados.

De salientar, que o panorama das respostas da banca não está fechado. As instituições financeiras têm vindo a acompanhar a evolução da situação no terreno, pelo que poderão surgir novas soluções que ainda não foram divulgadas publicamente nos respetivos sites ou canais oficiais. Por esse motivo, os consumidores não devem assumir que as opções atualmente conhecidas são as únicas disponíveis.

A análise realizada pela DECO PROteste incidiu sobre as propostas divulgadas, até 5 de fevereiro, pela Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Santander, Novo Banco, Abanca, ActivoBank, Crédito Agrícola e Bankinter. Neste LINK é possível aceder à informação detalhada.

A organização defende que os consumidores devem analisar cuidadosamente qualquer proposta de crédito, não se limitando à prestação mensal, mas avaliando o custo total do empréstimo, nomeadamente através da TAEG, bem como as condições associadas após o período de bonificação inicial.

A DECO PROteste recorda ainda que existem medidas públicas de apoio e mecanismos como a moratória legal para crédito à habitação própria e permanente, que podem, em determinadas situações, ser alternativas menos penalizadoras do que a contratação de novos empréstimos.

O que a DECO PROteste aconselha aos consumidores

Antes de avançar com qualquer solução de financiamento, a DECO PROteste recomenda que os consumidores:

· confirmem junto do seu banco se existem soluções específicas para a sua situação concreta, mesmo que não estejam publicitadas;

· comparem propostas de diferentes instituições e não se limitem ao banco onde já são clientes;

· analisem o custo total do crédito e não apenas a redução temporária da prestação;

· ponderem, sempre que possível, alternativas ao recurso a novo endividamento.

A DECO PROteste disponibiliza apoio direto aos consumidores para esclarecimento de dúvidas e avaliação de cada situação concreta, através da linha telefónica 211 215 656.

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