Os vários deslizamentos de terras que se têm verificado em diferentes zonas do concelho da Régua levaram hoje a município a reforçar um pedido de alerta às populações e de adoção de medidas preventivas.
Desde o início do mês de fevereiro, o Posto de Coordenação Municipal já contabilizou 235 ocorrências neste concelho do distrito de Vila Real, a maior parte das quais relacionadas com deslizamentos de terras, derrocadas, quedas de muros ou abatimentos de estradas, com o foco dos operacionais no terreno a estar centrado na desobstrução das vias.
Este Posto de Coordenação tem concentrado toda a informações neste período mais crítico de tempestades e, em comunicado divulgado hoje nas redes sociais, disse que a “persistência de períodos de chuva intensa nos últimos dias tem vindo a causar deslizamentos de terras em várias zonas do concelho” e advertiu que “este fenómeno pode colocar pessoas, habitações e vias rodoviárias em perigo”.
Como medidas preventivas, pede à população para que se afaste ao observar fendas novas em paredes, muros, estradas ou terrenos, muros inclinados ou a criar fendas, arvores ou postes inclinados, água barrenta a sair do solo ou da encosta, estradas com ondulações ou abatimentos, movimento de terras, pedras ou arbustos.
Hoje foi estabelecido o abastecimento de água na zona de Travassos, em Loureiro, encontrando-se a situação devidamente normalizada, depois de um deslizamento de terras ter afetado a conduta na quinta-feira.
Também durante o dia de hoje prosseguiram os trabalhos no reservatório de água de Sergude, em Godim, cuja cobertura ruiu depois de um deslizamento de terras.
Este reservatório está, agora, fora de serviço, tendo sido efetuada uma ligação alternativa, mas já existente, a um outro depósito para abastecimento de Godim e parte da cidade da Régua.
Quanto ao rio Douro, que se encontra em situação de cheia, prevê-se, segundo um ponto de situação feito pelas 19:30, que o caudal “pode subir ligeiramente ao longo das próximas horas”.
O município disse que mantém, ainda, várias equipas preparadas e mobilizadas para prestar apoio imediato, caso venha a ser necessária a retirada preventiva de pessoas ou bens das áreas consideradas de risco.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



