Marinha norte-americana ataca nova embarcação no Pacífico e faz mais dois mortos

Os Estados Unidos realizaram na segunda-feira um novo ataque no Pacífico contra um barco de alegados traficantes de droga, matando duas pessoas, anunciou o exército norte-americano, no âmbito de uma campanha que dura há seis meses.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 10, 2026
3:34

Os Estados Unidos realizaram na segunda-feira um novo ataque no Pacífico contra um barco de alegados traficantes de droga, matando duas pessoas, anunciou o exército norte-americano, no âmbito de uma campanha que dura há seis meses.


Com o novo ataque anunciado pelo comando militar norte-americano para a América Latina e Caraíbas, pelo menos 130 pessoas foram mortas e 38 navios destruídos desde setembro.


Uma terceira pessoa, atingida por este último ataque, sobreviveu, e a guarda costeira norte-americana foi mobilizada para resgatá-la, informou o exército.


Este é o terceiro ataque conhecido desde o início do ano, depois dos ataques de 23 de janeiro e 05 de fevereiro.


A Administração do Presidente Donald Trump nunca forneceu provas sólidas que permitissem afirmar que os navios visados estavam efetivamente envolvidos em tráfico, para além de que a execução sumária dos ocupantes das embarcações atacadas viola várias leis norte-americanas e internacionais.


A legalidade da campanha, que no discurso oficial da Casa Branca visa os cartéis que alimentam o tráfico de droga nos Estados Unidos, suscita um aceso debate em todo o mundo, assim como entre a classe política norte-americana.


Especialistas e responsáveis das Nações Unidas denunciaram as execuções extrajudiciais.


Foi também em nome da luta contra os cartéis de droga que as forças norte-americanas capturaram e extraíram de Caracas para Nova Iorque o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua esposa, no passado dia 03 de janeiro.


O casal irá agora responder perante um tribunal em Nova Iorque a acusações pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo” e importação de “toneladas de cocaína”. Ambos declararam-se inocentes numa primeira audiência e devem comparecer novamente em tribunal no próximo dia 17 de março.


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