María Corina Machado aponta como principal objetivo “regressar à Venezuela”

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou na capital dos Estados Unidos que o principal objetivo imediato é “regressar à Venezuela” o mais rapidamente possível.

Executive Digest com Lusa
Janeiro 21, 2026
9:05

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou na capital dos Estados Unidos que o principal objetivo imediato é “regressar à Venezuela” o mais rapidamente possível.

“O que eu quero é voltar para a Venezuela”, disse Machado aos jornalistas, na terça-feira, em Washington, no Congresso, o parlamento norte-americano, onde manteve vários contactos.

A líder da oposição reuniu-se com os congressistas cubano-americanos Mario Díaz-Balart e Carlos Giménez e, posteriormente, com membros da Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, a câmara baixa do parlamento.

“A Venezuela será livre. E, assim que libertarmos a Venezuela, continuaremos a trabalhar e teremos uma Cuba livre e uma Nicarágua livre”, afirmou Machado, numa conferência de imprensa em que foi acompanhada por Giménez e Díaz-Balart.

A Prémio Nobel da Paz de 2025 afirmou que a Venezuela vive um momento histórico, após a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro por parte dos Estados Unidos.

Em 03 de janeiro, tropas norte-americanas depuseram Maduro durante um ataque na Venezuela que resultou na captura e transferência do líder chavista e da mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque, onde ambos enfrentam acusações de tráfico de droga.

“Não estaríamos aqui se não fosse o empenho, a resiliência, a generosidade e a coragem do povo venezuelano, mas também porque tivemos o apoio, a visão e a coragem de líderes incríveis como o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e membros do Congresso”, acrescentou Machado.

Horas antes, Trump afirmou que gostaria de envolver Corina Machado no futuro da Venezuela, em conferência de imprensa em Washington, no dia em que se assinala o primeiro ano do seu regresso à Casa Branca.

“Estamos em negociações com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Gostava muito de poder fazê-lo”, declarou sem detalhes.

Até à data, os Estados Unidos tinham excluído María Corina Machado do processo de transição, considerando que não tem apoio interno suficiente para liderar o país.

O principal democrata na Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, Gregory Meeks, afirmou, após a reunião com Machado, que a dirigente venezuelana prevê um calendário “diferente do do Presidente [Trump]” para a transição para a democracia na Venezuela.

Meeks afirmou que Machado, apesar de ter sido pressionada pelos membros da comissão para dar mais detalhes sobre o encontro que teve com Trump apenas quatro dias antes, na Casa Branca, “não quis dizer nada contra o Presidente dos Estados Unidos, por isso guardou as suas palavras [de Trump] para si”.

“Ela teve muito cuidado com as palavras, porque quando se diz algo de que o Presidente não gosta, há repercussões”, acrescentou Meeks.

O democrata considerou necessário o afastamento do atual Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, para permitir que os milhões de venezuelanos que fugiram durante a presidência de Maduro regressassem ao país.

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