Máquinas vão assumir metade do trabalho até 2025, diz o Fórum Económico Mundial

O Fórum Económico Mundial, vê esta possibilidade como um risco adicional para a desigualdade.

Executive Digest
Outubro 21, 2020
12:05

No prazo de cinco anos, metade de todas as tarefas de trabalho serão desempenhadas por máquinas. A previsão é do Fórum Económico Mundial, que vê esta possibilidade como um risco adicional para a desigualdade: com menos postos de trabalho disponíveis, mais pessoas podem ficar desempregadas.

O cenário é especialmente preocupante considerando que a chamada “revolução dos robôs” deverá incidir sobre actividades rotineiras ou manuais, por exemplo, para as quais não é necessária educação superior. Isto significa que quem não tem acesso a oportunidades de formação e qualificação ficará para trás.

Depois de inquirir mais de 300 empresas de todo o Mundo, que entre si empregam oito milhões de pessoas, o Fórum Económico Mundial descobriu que mais de 50% espera acelerar a automação de algumas funções. No mesmo sentido, 43% considera que é provável uma redução do quadro laboral devido à tecnologia, segundo mostra o relatório citado pela BBC.

Parte desta revolução pode ser justificada com a pandemia de COVID-19, que veio acelerar a adopção de novas tecnologias. As empresas procuraram formas de cortar custos e abordagens alternativas ao trabalho, numa altura em que muitos trabalhadores rumaram a casa.

COVID-19 e automação são, por isso, uma ameaça dupla. «[Estas coisas têm] aprofundado desigualdades existentes nos mercados de trabalho e revertido os ganhos conquistados no emprego desde a crise financeira de 2007-2008», afirma Saadia Zahidi, managing director do Fórum Económico Mundial.

Actualmente, cerca de um terço de todo o trabalho é executado por máquinas, mas em 2025 o cenário poderá mudar para uma divisão 50%-50%.

Segundo o relatório do Fórum Económico Mundial, a ascensão das máquinas irá criar 97 milhões de empregos a nível mundial, mas também destruir quase o mesmo número. É preciso, porém, colocar o foco nos postos que serão criados e que requerem conhecimentos em áreas como big data e economias sustentáveis.

Além disso, cargos que precisem de “competências humanas” como aconselhamento, comunicação ou interacção serão alvo de uma procura crescente.

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