Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, foi forçado a alterar a rota do seu voo para os Estados Unidos de forma a evitar passar por França e Espanha, países que pudessem fazer cumprir um mandado de captura pendente contra ele por alegados crimes de guerra.
O responsável do Governo israelita saiu de Telavive na noite da passada quarta-feira para Nova Iorque, onde iria discursar na Assembleia Geral da ONU e para um encontro com o presidente americano, Donald Trump.
No entanto, o seu voo, que em condições normais sobrevoaria vários países europeus, foi obrigado a percorrer toda a extensão do Mar Mediterrâneo e do Estreito de Gibraltar, passando brevemente por Grécia e Itália, de acordo com dados do ‘FlightRadar24’, indicou a ‘CNN Portugal’.
Uma fonte diplomática de França garantiu que o seu país tinha aceite um pedido israelita para sobrevoar o espaço aéreo francês. “Acabaram por decidir seguir outra rota e não sabemos a razão”, explicou.
Recorde-se que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de captura contra Netanyahu em novembro último por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Se Netanyahu sobrevoasse os países europeus membros do TPI, poderia ser obrigado a aterrar e ser preso.










