O grupo internacional para ação financeira (FATF), uma organização transnacional governamental informal, isto é, não criada por tratado, adicionou Malta à lista negra , onde constam os Estados amplamente ligados ao branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo, e manteve o Paquistão, apesar dos esforços desenvolvidos por este último país no combate à corrupção.
O Haiti, as Filipinas e o Sudão do Sul também entraram para este documento.
O primeiro-ministro de Malta, Robert Abela, qualificou esta decisão como “injusta”. Malta tem sido dos países mais escrutinados do mundo no que toca à corrupção internacional, tendo sido um ods protagonistas do caso Panama Papers.
Em abril, a imprensa britânica avançou com uma notícia de que vários magnatas de nacionalidade chinesa, russa e saudita conseguiram assegurar o seu acesso sem restrições à União Europeia através do esquema de maltês cash-for-passports,
A fuga de informação demonstra como determinados requerentes, que pretendiam adquirir um passaporte de Malta através de um esquema, conseguiam simular que eram residentes no país durante um ano, arrendando apartamentos sem depois os ocuparem.
Alguns clientes, que pagaram mais de um milhão de euros para beneficiar do esquema e ter acesso ao espaço comunitário, conseguiram alegar que tinham um “vínculo genuíno” com Malta, o que representa um requisito legal.
A Comissão Europeia, que recentemente deu início a um potencial processo contra Malta devido à venda de passaportes dourados, estará atenta novos desenvolvimentos em torno da polémica.













