Mais de 40% dos contratos de crédito à habitação para jovens em 2025 contaram com garantia do Estado

Em 2025, mais de 40% dos contratos de crédito à habitação própria e permanente celebrados por jovens até aos 35 anos beneficiaram da garantia do Estado, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal sobre o primeiro ano completo de vigência do regime.

André Manuel Mendes
Janeiro 30, 2026
11:55

Em 2025, mais de 40% dos contratos de crédito à habitação própria e permanente celebrados por jovens até aos 35 anos beneficiaram da garantia do Estado, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal sobre o primeiro ano completo de vigência do regime.

No total, foram celebrados 25,5 mil contratos de crédito à habitação com garantia pública, num montante global de 5,1 mil milhões de euros. Estes contratos representaram 42,7% do número de contratos e 45,0% do valor total contratado por jovens neste grupo etário.

Considerando todo o crédito concedido pelo sistema financeiro para aquisição de habitação própria e permanente em 2025, os contratos com garantia do Estado corresponderam a 23,5% do número total de contratos e a 26,8% do montante de crédito concedido.

Em dezembro, o regime continuou a ganhar peso: foram celebrados 2,6 mil contratos de crédito com garantia do Estado, no valor de 533 milhões de euros. Estes números representaram 49,1% dos contratos e 50,9% do montante contratado por jovens para habitação própria permanente, registando um crescimento mensal de 2,0% no número de contratos e 1,3% no montante.

No final do ano, o montante total disponibilizado pelo Estado para este regime ascendia a 701 milhões de euros, dos quais 59,2% estavam já utilizados.

A distribuição regional revela disparidades: nas regiões do Alentejo, Beira Baixa, Lezíria do Tejo, Terras de Trás-os-Montes e Beiras e Serra da Estrela, mais de metade dos contratos celebrados por jovens tiveram garantia pública. Já na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, estes contratos representaram cerca de um terço do total.

O regime de garantia do Estado mostra-se assim como um instrumento significativo de apoio à habitação jovem, em especial fora dos grandes centros urbanos, ajudando a facilitar o acesso à compra da primeira casa.

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