A possibilidade de reunir várias das empresas de Elon Musk sob uma única estrutura corporativa de grandes dimensões começa a ganhar força nos Estados Unidos. Segundo um artigo recente citado pelo ‘Motor1’, fontes próximas do processo indicam que a SpaceX poderá vir a integrar-se com a xAI, a empresa de inteligência artificial de Musk, não sendo de excluir que a Tesla se junte mais tarde a essa nova entidade.
Nesta fase, o cenário considerado mais plausível envolve uma fusão entre a SpaceX e a xAI, embora a entrada da Tesla também esteja a ser equacionada, possivelmente antes do que seria o maior IPO [(Initial Public Offering), ou Oferta Pública Inicial] da história. A operação representaria uma reorganização profunda dos ativos do empresário e poderia trazer vantagens estratégicas e financeiras significativas.
De acordo com a análise citada pelo ‘Motor1’, a complementaridade entre a SpaceX e a xAI é um dos principais argumentos a favor desta integração. Um acesso mais amplo da xAI aos dados da SpaceX permitiria acelerar o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, beneficiando também do enorme poder computacional dos centros de dados da empresa aeroespacial, num contexto de concorrência cada vez mais intensa com atores como a OpenAI, a Meta Platforms, o Google Gemini ou o Microsoft Copilot.
Para a SpaceX, a integração com a xAI e o reforço de capital associado a um eventual IPO poderiam abrir caminho a um projeto ambicioso: a colocação de servidores em órbita. Esta solução permitiria reduzir drasticamente o consumo energético, em até 95%, bem como o impacto ambiental associado aos grandes centros de dados em terra.
Apesar de a parceria entre a SpaceX e a xAI ser vista como a opção mais realista, a eventual entrada da Tesla não é descartada. A construtora automóvel dispõe de uma capacidade industrial relevante na produção de sistemas de armazenamento de energia, que poderiam ser utilizados nos centros de dados espaciais planeados pela SpaceX. Em sentido inverso, a Tesla beneficiaria das capacidades da xAI para o desenvolvimento da sua tecnologia de condução autónoma, uma das apostas centrais da empresa para o futuro.
Mesmo que esta mega-estrutura venha a concretizar-se, outras empresas controladas por Elon Musk deverão manter-se fora da reorganização. A rede social X continuaria independente, tal como a Neuralink, focada em aplicações ligadas às capacidades do cérebro humano e ao tratamento de doenças neurológicas, e a The Boring Company, dedicada a projetos de infraestruturas como túneis de alta velocidade para atravessar grandes cidades.














