Louvre já tinha sido vítima dos ladrões no passado: veja a lista dos assaltos mais ‘espetaculares’ em museus

Museu mais visitado do mundo foi imediatamente encerrado durante o dia, enquanto a polícia isolava a área e evacuava os visitantes

Francisco Laranjeira
Outubro 20, 2025
16:46

O Museu do Louvre, em Paris, foi palco de um assalto cinematográfico na manhã deste domingo. Um grupo de ladrões utilizou um elevador para aceder ao interior do edifício e roubar nove peças da coleção de joias pertencentes a Napoleão e à imperatriz Josefina. O ataque ocorreu enquanto turistas visitavam a célebre Galerie d’Apollon, onde estão expostas parte das Joias da Coroa Francesa.

O museu mais visitado do mundo foi imediatamente encerrado durante o dia, enquanto a polícia isolava a área e evacuava os visitantes. As autoridades francesas ainda não revelaram o valor estimado das peças furtadas, mas descrevem-nas como “de valor histórico e cultural inestimável”.

Um novo capítulo na longa história de roubos do Louvre

O Louvre não é estranho a episódios de furto e tentativas de assalto. O mais célebre ocorreu em 1911, quando a pintura Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, desapareceu das paredes do museu. O ladrão, Vincenzo Peruggia, ex-funcionário da instituição, escondeu-se no edifício e conseguiu sair com a obra sob o casaco.

A pintura seria recuperada dois anos mais tarde em Florença, num episódio que ajudou a transformar a Mona Lisa na obra de arte mais famosa do mundo.

Grandes assaltos que marcaram a história da arte

O roubo de Paris junta-se a uma lista de golpes que marcou o mundo da arte. Um dos mais conhecidos é o do Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston. Em 1990, dois homens disfarçados de polícias entraram no edifício e roubaram 13 obras de arte de Rembrandt, Vermeer, Degas e Manet. Avaliadas em mais de 500 milhões de dólares, continuam desaparecidas até hoje.

Também a Alemanha foi palco de assaltos audaciosos. Em 2017, o Museu Bode, em Berlim, perdeu uma moeda de ouro maciço de 100 quilos, a “Big Maple Leaf”, avaliada em 3,75 milhões de euros. Dois anos depois, o Green Vault, em Dresden, foi invadido e joias reais do século XVIII, cravejadas de diamantes, desapareceram. Parte do espólio foi mais tarde recuperada.

Um vaso sanitário de ouro também foi alvo de roubo

Entre os casos mais insólitos está o roubo do vaso sanitário de ouro de 18 quilates, intitulado “América”, do artista italiano Maurizio Cattelan. A peça, avaliada em mais de 5 milhões de libras, foi arrancada do Palácio de Blenheim, em Inglaterra, em 2019.

O autor do crime, Michael Jones, e um cúmplice foram condenados no início deste ano. A obra, que satirizava o luxo excessivo, nunca foi recuperada — acredita-se que tenha sido cortada e vendida.

Polícia francesa investiga o roubo histórico

As autoridades francesas continuam a investigar o assalto ao Museu do Louvre, considerado um dos mais ousados das últimas décadas. As joias napoleónicas, que simbolizam o poder imperial e fazem parte do património nacional, continuam desaparecidas.

O caso reacende o debate sobre a segurança dos grandes museus europeus e a vulnerabilidade das coleções mais valiosas do mundo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.