Já muitos foram ‘alvo’, sem saberem muito bem porquê: o telefone toca a meio da noite e é uma chamada, muitas vezes por WhatsApp, com um número desconhecido estrangeiro, com um indicativo de um país europeu. Quando a vítima atende, e segue os passos indicados na burla, arrisca-se a ver os seus dados pessoais e outras informações roubados.
Do outro lado da linha está alguém que responde normalmente em inglês, mas há vários esquemas nesta fraude, assinala o Observador. Há uma versão em que se alega que “o cartão de identificação nacional foi roubado” e que é preciso verificar dados pessoais, outra em que alguém se faz passar por apoio técnico de uma grande empresa, ou de uma corretora de criptomoedas, que pede dados para reativar uma suposta conta.
O objetivo é sempre o mesmo: tentar obter o máximo de dados possível sobre a vítima, para que depois os burlões possam ter acesso a outros serviços, com proveitos financeiros.
Segundo o CERT.PT, do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), tem-se verificado “um aumento no número de chamadas realizadas com recurso a técnicas de spoofing do número de telefone”, em que alguém se faz passar por outra pessoa ou entidade, neste caso para fingir que vai auxiliar na resolução de um problema.
Há relatos de números com indicativos Luxemburgo (+352), Países Baixos (+31), Bélgica (+32) ou França (+33), mas isso não quer dizer que os burlões estejam a atuar a partir daí, já que, segundo revelam especialistas ao mesmo jornal, é possível escolher o indicativo que se quer que apareça, com números virtuais.
O CERT.PT esclarece que atender não é o problema: se o fizer acidentalmente os burlões não terão acesso a nada. O problema é se facultar os dados pedidos ou informações.
Na posse dos dados roubados, os criminosos podem depois, por exemplo, clonar cartões bancários ou pedir empréstimos em nome da vítima.














