Líder da Venezuela garante “integridade territorial” após alegado ataque dos EUA

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o sistema de defesa venezuelano garante a integridade territorial do país, quando questionado sobre um alegado ataque terrestre dos Estados Unidos, que não confirmou nem desmentiu.

Executive Digest com Lusa
Janeiro 2, 2026
9:01

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o sistema de defesa venezuelano garante a integridade territorial do país, quando questionado sobre um alegado ataque terrestre dos Estados Unidos, que não confirmou nem desmentiu.

“O sistema de defesa nacional, que combina forças populares, militares e policiais, garantiu e continua a garantir a integridade territorial, a paz do país e o uso e fruição de todo o nosso território”, disse Maduro.

“O nosso povo está seguro e em paz”, acrescentou o chefe de Estado, em entrevista transmitida pela emissora pública venezuelana VTV na quinta-feira à noite.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela.

Segundo noticiou o jornal New York Times, os serviços de informação norte-americanos (CIA) realizaram um ataque com drones na semana passada contra uma instalação portuária, embora o Governo de Caracas ainda não se tenha pronunciado.

Questionado pelo intelectual franco-espanhol Ignacio Ramonet sobre o alegado ataque, Maduro foi evasivo.

“Este pode ser um assunto que discutiremos dentro de alguns dias. Certamente poderemos discuti-lo dentro de alguns dias”, comentou apenas.

Na mesma entrevista, Maduro declarou que está pronto para discutir assuntos relacionados com tráfico de droga, petróleo e acordos económicos com os Estados Unidos.

“O Governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos dos seus porta-vozes: se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos. Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos norte-americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, afirmou.

O líder venezuelano disse também que manteve “apenas uma conversa” com Trump, numa tentativa de esclarecer especulações, após um suposto novo telefonema “muito recentemente” referido pelo líder norte-americano.

“Estava a ver especulações sobre uma segunda conversa. Tivemos (…) apenas uma conversa. Ele ligou-me na sexta-feira, 21 de novembro, da Casa Branca. E eu estava no Palácio de Miraflores”, relatou.

Na passada segunda-feira, Trump afirmou ter falado “muito recentemente” com Maduro, mas que a conversa não foi produtiva para aliviar a pressão das autoridades de Washington sobre a Venezuela.

Os Estados Unidos mantêm um destacamento militar no mar das Caraíbas, junto às águas venezuelanas, desde agosto, para combater o narcotráfico, mas o Governo venezuelano considera que se trata de um pretexto para procurar uma mudança de regime.

A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois de Trump ter anunciado a proibição da entrada e saída de todos os petroleiros sancionados da Venezuela e a apreensão de dois navios que transportavam crude venezuelano nas últimas semanas.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.