Uma investigação recente revelou inconsistências graves no percurso académico de Paulo Xavier, atual presidente da Câmara de Bragança e candidato às eleições autárquicas pelo PSD. Segundo apurou a Rádio Regional, Paulo Xavier terá apresentado durante mais de uma década um currículo com dados falsos sobre a sua licenciatura em Segurança e Higiene no Trabalho pelo Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) de Bragança.
No currículo disponibilizado no site da Câmara de Bragança, Paulo Xavier afirmava ter concluído a licenciatura em 2008, após três anos de formação, incluindo um estágio curricular. No entanto, a licenciatura em questão só foi oficialmente lançada em 2007, o que tornaria impossível a conclusão já no ano seguinte.
Confrontado com estes factos, Paulo Xavier admitiu que a informação divulgada estava incorreta e afirmou que, na realidade, concluiu o curso em 2011. Esta retificação surge depois de 12 anos em que a informação inicial se manteve pública, sem correção.
A Rádio Regional, que avançou a notícia, solicitou à CESPU — entidade responsável pela licenciatura — acesso ao mapa de assiduidade de Paulo Xavier. A instituição declarou não possuir esse documento e recusou-se a esclarecer eventuais relações comerciais com a Câmara de Bragança, apesar da existência de documentação que sugere o contrário.
Outro ponto levantado pela investigação prende-se com o facto de Paulo Xavier ter frequentado o curso entre 2009 e 2011, período em que exercia funções como presidente da Junta de Freguesia da Sé, cargo de carácter a tempo inteiro. Isto levanta dúvidas sobre a disponibilidade necessária para cumprir um curso superior com uma média de 20 a 30 horas semanais de aulas durante seis semestres.
Outro ponto levantado pela investigação prende-se com o facto de Paulo Xavier ter frequentado o curso entre 2009 e 2011, período em que exercia funções como presidente da Junta de Freguesia da Sé, cargo de carácter a tempo inteiro. Isto levanta dúvidas sobre a disponibilidade necessária para cumprir um curso superior com uma média de 20 a 30 horas semanais de aulas durante seis semestres.
O currículo de Paulo Xavier indica ainda a realização de um estágio obrigatório de 200 horas na Junta de Freguesia da Sé, onde exercia funções. A investigação revela que este estágio foi cumprido em apenas 17 dias, totalizando 127,5 horas. Não existe informação sobre a execução das restantes 72,5 horas obrigatórias. Mais controverso é o facto de ter recebido uma avaliação final de 19 valores, valor incomum face às circunstâncias e ao tempo efetivamente cumprido.
Este caso surge num momento sensível, a poucas semanas das eleições autárquicas, com Paulo Xavier a concorrer pelo PSD à liderança da Câmara Municipal de Bragança. As alegações têm potencial para impactar a sua campanha, levantando questões sobre integridade e credibilidade.














