O número de licenças de armas de fogo para defesa pessoal em Portugal registou uma quebra acentuada ao longo da última década, com uma redução de 95% face aos valores existentes antes da entrada em vigor do atual regime jurídico. A tendência acompanha a aplicação do novo regime de armas aprovado em 2016, considerado um dos mais restritivos da União Europeia, e reflete uma mudança profunda na política de acesso a armas de fogo por cidadãos civis.
De acordo com dados avançados pelo Diário de Notícias, em 2016 existiam 11 235 licenças B1 ativas, categoria que permite o porte de pistolas ou revólveres para defesa pessoal por cidadãos que aleguem necessidades específicas de segurança. Atualmente, esse número desceu para apenas 568 licenças válidas, segundo informações recolhidas junto da Polícia de Segurança Pública (PSP), confirmando uma quebra quase total deste tipo de autorizações.
Apesar da redução expressiva do número global de licenças ativas, os dados revelam um aumento significativo na emissão de novas licenças e renovações nos últimos dois anos. Em 2023 foram emitidas apenas 30 licenças, número que subiu para 145 em 2024 e atingiu 214 licenças em 2025, o que representa um crescimento de cerca de sete vezes num curto espaço de tempo.














