Kremlin acusa Varsóvia de “russofobia” após Governo polaco atribuir sabotagem ferroviária a Moscovo

O Kremlin reagiu com veemência esta terça-feira às acusações feitas pelo Governo polaco, que responsabilizou a Rússia por um alegado ato de sabotagem na linha ferroviária Varsóvia-Lublin, rota estratégica que liga a capital polaca à fronteira com a Ucrânia.

Pedro Gonçalves
Novembro 18, 2025
15:16

O Kremlin reagiu com veemência esta terça-feira às acusações feitas pelo Governo polaco, que responsabilizou a Rússia por um alegado ato de sabotagem na linha ferroviária Varsóvia-Lublin, rota estratégica que liga a capital polaca à fronteira com a Ucrânia. As autoridades de Varsóvia afirmaram que a explosão, que ocorreu perto da localidade de Mika, foi executada por dois cidadãos ucranianos supostamente recrutados pelos serviços de informações russos.

Num comentário transmitido pela televisão estatal russa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que “a Rússia é acusada de todas as manifestações da guerra híbrida e direta que está a ocorrer”, sustentando que a Polónia procura “correr à frente da locomotiva europeia neste processo”. Peskov acusou ainda o Governo polaco de alimentar um clima hostil: “E a russofobia, claro, prospera por lá”, declarou.

A explosão na linha Varsóvia-Lublin, investigada pelas autoridades polacas como um ato intencional, surge após uma sucessão de episódios de incêndios, sabotagens e ataques informáticos registados na Polónia e noutros países europeus desde o início da guerra na Ucrânia. Varsóvia tem reiterado que estes incidentes fazem parte de tentativas coordenadas para desestabilizar o país e atingir infraestruturas críticas ligadas ao apoio logístico a Kiev.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, visitou ontem o local da explosão, acompanhado por equipas técnicas e forças de segurança, num sinal da importância atribuída ao incidente pelo executivo de Varsóvia. As imagens divulgadas oficialmente mostram Tusk numa inspeção ao troço afetado, enquanto as autoridades reforçaram que a investigação permanece em curso para apurar responsabilidades formais.

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