Um tribunal dos Estados Unidos condenou, esta quarta-feira, Ryan Routh a prisão perpétua por tentativa de assassinato de Donald Trump em 2024, num campo de golfe na Flórida. A sentença inclui ainda 84 meses adicionais de prisão. Esta foi a segunda tentativa de homicídio contra o republicano enquanto candidato à presidência.
O advogado de Routh, Martin Roth, anunciou que irá recorrer da condenação, contestando a classificação do caso como terrorismo federal e considerando a idade atual do réu, de 60 anos. “Acredito que o juiz possa ter aplicado erroneamente uma circunstância agravante à acusação federal de terrorismo, e esse será provavelmente o principal argumento no recurso”, afirmou Roth à imprensa.
A condenação ocorre após o júri ter considerado Routh culpado, em setembro passado, de cinco acusações relacionadas com a tentativa de assassinato, incluindo porte de arma de fogo para cometer um crime violento, agressão a um agente federal, porte ilegal de arma e posse de arma com número de série adulterado.
Routh, operário da construção civil da Carolina do Norte, foi detido a 15 de setembro de 2024, dois meses antes da eleição presidencial de Trump, no campo de golfe do então candidato na Flórida. Um agente do Serviço Secreto encontrou o suspeito escondido atrás de arbustos com uma espingarda semiautomática.
Trata-se da segunda tentativa de assassinato contra Trump enquanto candidato. Em julho de 2014, o republicano foi ligeiramente ferido na orelha durante um comício em Butler, Pensilvânia, quando as autoridades neutralizaram o agressor.
O julgamento de Routh chamou novamente a atenção devido à defesa apresentada pelo arguido, que alegou não ter intenção de matar ninguém, chegando a fazer referências a figuras históricas como Hitler. O advogado destacou ainda que a pena federal impede qualquer possibilidade de liberdade condicional.
Na sessão de quarta-feira, esteve presente a irmã de Routh, que reagiu de forma positiva à sentença. O advogado descreveu o réu como uma “pessoa excecional”, referindo o voluntariado militar na Ucrânia durante a invasão russa, a tentativa de defender Taiwan da China e a ação de recrutar soldados afegãos treinados pela NATO.







