Israel já matou mais jornalistas que qualquer guerra da história mundial, acusa sindicato

A Força de Defesa de Israel (FDI) matou, em menos de dois anos, mais jornalistas e profissionais de órgãos de comunicação social do que qualquer outro conflito registado na história, segundo o Sindicato de Jornalistas Palestinianos.

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Agosto 27, 2025
16:29

A Força de Defesa de Israel (FDI) matou, em menos de dois anos, mais jornalistas e profissionais de órgãos de comunicação social do que qualquer outro conflito registado na história, segundo o Sindicato de Jornalistas Palestinianos.

Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, estima-se que tenham morrido 246 profissionais, superando a soma de vítimas de conflitos como as duas guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a guerra da Síria, do Vietnam, na Jugoslávia e na Ucrânia, detalha a ‘Agência Brasil’.

Pesquisas da Universidade de Brown, nos EUA, definem o conflito em Gaza como “o pior de todos os tempos para repórteres”. Entidades internacionais de jornalistas, como o Comité de Proteção dos Jornalistas (CPJ), acusam Israel de realizar ataques deliberados para impedir a cobertura da guerra, acusações negadas pelo governo de Benajmin Netanyahu.

No episódio mais recente, um bombardeamento do Hospital Nasser, na cidade de Khan Yunes, matou 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas: Hussam Al-Masri (Reuters), Mohammed Salama (Al Jazeera), Mariam Abu Dagga (Independent Arabia e AP), Ahmed Abu Aziz e Moaz Abu Taha.

Além das mortes, o Sindicato de Jornalistas Palestinianos reporta que 520 profissionais foram feridos, 206 presos — 55 em prisão administrativa — e cerca de 800 familiares de jornalistas também foram mortos. Ataques a veículos de comunicação têm destruído infraestrutura essencial, dificultando a cobertura jornalística.

A monitorização de organizações de direitos humanos sugere que ataques a hospitais e zonas de resgate visam deliberadamente jornalistas e equipas de socorro, transformando locais de cobertura e resgate em armadilhas mortais, revela a mesma fonte.

Israel justifica alguns ataques alegando vínculo dos jornalistas com o Hamas, acusações contestadas por entidades profissionais e de direitos humanos.

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