Irmão de Marcelo Rebelo de Sousa e ex-deputado do PSD entre as vítimas da burla “olá pai, olá mãe”

O irmão do Presidente da República, Pedro Rebelo de Sousa, e o ex-deputado do PSD Eduardo Oliveira e Sousa estão entre as vítimas da burla conhecida como “olá pai, olá mãe”, um esquema que tem feito dezenas de lesados em Portugal através da aplicação WhatsApp.

Revista de Imprensa
Dezembro 29, 2025
9:16

O irmão do Presidente da República, Pedro Rebelo de Sousa, e o ex-deputado do PSD Eduardo Oliveira e Sousa estão entre as vítimas da burla conhecida como “olá pai, olá mãe”, um esquema que tem feito dezenas de lesados em Portugal através da aplicação WhatsApp. Os casos remontam a 2022, numa altura em que este tipo de fraude ainda era pouco conhecido, e resultaram em perdas financeiras significativas para ambos.

Segundo o Jornal de Notícias, Pedro Rebelo de Sousa, advogado e irmão de Marcelo Rebelo de Sousa, perdeu 987 euros depois de receber uma mensagem de alguém que se fez passar pela sua filha, alegando ter mudado de número e precisar de ajuda urgente para efetuar um pagamento. Convencido de que estava a falar com a filha, acabou por realizar a transferência bancária solicitada.

A tentativa de burla só foi travada no dia seguinte, quando o mesmo contacto voltou a pedir dinheiro, desta vez 1.400 euros. Desconfiado, Pedro Rebelo de Sousa contactou a filha através do número habitual e confirmou que tinha sido enganado, denunciando de imediato o caso às autoridades. A mensagem inicial recebida dizia: “Olá pai! Bom dia! Adicione o meu novo contacto… Preciso de fazer um pagamento hoje, mas estou sem acesso à aplicação neste telemóvel.”

Dois dias antes, Eduardo Oliveira e Sousa, à data presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), foi alvo da mesma rede criminosa. O burlão apresentou-se como sendo a filha do engenheiro e pediu duas transferências bancárias, num total de 3.621 euros. De acordo com a acusação do Ministério Público, “não tendo razões para suspeitar e confiando na história que lhe foi contada”, a vítima acabou por efetuar os pagamentos antes de confirmar que se tratava de uma fraude.

A investigação da Polícia Judiciária não conseguiu identificar os autores das mensagens, que recorriam a cartões telefónicos descartáveis, mas conseguiu seguir o rasto do dinheiro. Os valores transferidos por oito vítimas, num montante superior a 20 mil euros, passaram por várias contas bancárias usadas para levantamento imediato dos fundos. O Ministério Público de Lisboa acusou este mês 17 arguidos do crime de recetação.

As autoridades alertam que a burla “olá pai, olá mãe” assenta na criação de um falso cenário de urgência emocional, levando as vítimas a agir sem confirmar a identidade do contacto. A recomendação passa por nunca responder de imediato, confirmar sempre com o familiar através do número habitual e denunciar qualquer tentativa às forças de segurança.

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