Portugal volta a destacar-se na investigação internacional em Inteligência Artificial (IA). Uma equipa do Instituto CCG/ZGDV foi selecionada para integrar o projeto “Advancing XAI”, desenvolvido em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, com o objetivo de criar novas abordagens que tornem os algoritmos de IA mais explicáveis, confiáveis e transparentes.
O projeto foi um dos vencedores da chamada competitiva do programa MIT Portugal 2025 e uma das duas propostas selecionadas na área da Inteligência Artificial, reforçando o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo CCG/ZGDV na área da Ciência de Dados.
Do lado português, a investigação é liderada por Paulo Cortez, investigador afiliado do CCG/ZGDV e professor na Universidade do Minho, com a participação de Pedro Pereira e Luís Matos, ambos do grupo Machine Learning & Intelligent Optimization (ML&IO) do instituto. No MIT, a coordenação está a cargo de Rahul Mazumder, professor associado na Sloan School of Management.
O “Advancing XAI” pretende desenvolver tecnologias que aumentem a explicabilidade dos algoritmos de IA, através da extração de regras facilmente interpretáveis por humanos e do uso de Large Language Models (LLMs), como o ChatGPT. A iniciativa procura promover maior transparência e confiança nas decisões da IA, em conformidade com o AI Act da Comissão Europeia.
O CCG/ZGDV irá ainda disponibilizar o ambiente necessário para testar e validar as tecnologias desenvolvidas em contextos reais, aproveitando as suas parcerias com a indústria para assegurar a transferência de conhecimento científico e tecnológico para o tecido empresarial.
“Esta colaboração entre os investigadores do CCG/ZGDV e o MIT é um passo importante no avanço da Inteligência Artificial responsável e transparente. A explicabilidade é hoje um dos maiores desafios da IA, e projetos como o ‘Advancing XAI’ são fundamentais para assegurar que a tecnologia é usada de forma ética, segura e alinhada com as necessidades humanas e sociais”, destaca Paulo Cortez, investigador principal do projeto em Portugal.
















