Idas às urgências e internamentos evitáveis ou número de exames prescritos podem vir a implicar cortes na remuneração dos médicos

As idas dos utentes às urgências, os internamentos evitáveis e os medicamentos e exames prescritos em excesso podem vir a ter impacto negativo na remuneração

Revista de Imprensa
Agosto 24, 2023
9:33

O anteprojeto de decreto-lei que generaliza as unidades de saúde familiar de modelo B (USF_B), anunciado no início do verão, já está em discussão com os sindicatos e prevê que indicadores como as idas dos utentes às urgências e internamentos desnecessários, os medicamentos e os exames passados em excesso possam influenciar negativamente a remuneração variável dos médicos (os chamados incentivos).

A medida consta de um anexo, segundo o Jornal de Notícias, a quem as estruturas sindicais dos médicos recamam que temem ser prejudicados e dizem estar a ser ameaçados com “insegurança remuneratória”.

São estas mudanças nos indicadores de desempenho assistencial e integração de cuidados, e que depois têm impacto na remuneração, as que mais preocupam de todo o diploma, sendo que os limites não são ainda conhecidos.

O Governo sustenta que esta atualização dos indicadores em causa tem como objetivo “garantir que o acesso, qualidade, eficiência e integração dos cuidados proporcionados às pessoas estão ajustados às necessidades presentes e futuras dos cidadão”, no entanto a proposta não agrada aos sindicatos.

A Federação Nacional de Médicos (Fnam) reclama que os indicadores dependem de vários fatores e responsabilidades “que não podem ser imputadas aos médicos”. Já o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) defende que a medida causa “insegurança remuneratória” nestes profissionais.

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