Para não se repetir o caos vivido durante o verão, as Unidades de Saúde Familiar (USF, os antigos centros de saúde) vão estender o funcionamento ao abrigo do Plano de Inverno proposto pela Direção Executiva do SNS: de acordo com o ‘Diário de Notícias’, há 231 centros de saúde que vão funcionar no modelo de horário alargado, durante mais de dois meses, até às 20h, às 24h, sábados, domingos e feriados.
Segundo a publicação, os horários fora definidos de acordo com a “capacidade de resposta de cada USF e das necessidades de cada população”. “O objetivo é dar resposta nos cuidados de proximidade aos utentes, quer residentes ou outros que tenham de se deslocar para outras zonas devido às festas, em época de infeções hospitalares, e não sobrecarregar as urgências”, explicou fonte do setor ao jornal diário.
Assim, há 231 USF que vão estar abertas aos sábado, 198 ao domingo, 189 nos feriados – há também 32 a funcionar até às 20 horas nos fins de semana, 48 após as 20 horas nos dias úteis, 15 abertos 24 horas aos fins de semana e, por último, oito que vão permanecer abertos as 24 horas nos dias úteis. AS equipas vão trabalhar em regime de horário prolongado e vão receber como tal: segundo a fonte, é “importante que o utente conheça as alternativas e ligar previamente para a linha SNS 24 (808 24 24 24) para aconselhamento e encaminhamento para a unidade de saúde dos cuidados primários mais adequada”.
Os 231 centros de saúde – que fazem parte das 940 unidades de cuidados primários existentes no país – já começaram a funcionar neste registo esta semana, embora haja algumas unidades que funcionam neste modelo o ano inteiro. “Haverá 231 centros de saúde a funcionar com horário prolongado, já que cerca de uma centena funcionam em horário prolongado até às 20h00 durante o ano inteiro, e aos fins de semana e 39 têm mesmo uma urgência básica”, salientou.
Nuno Jacinto salientou que a sua ULS, Alentejo Central, “já tem cuidados primários com horário alargado durante a semana e ao fim de semana durante o ano inteiro”. “O importante é que esta medida não seja imposta e nem seja alargada a todo ao país sem se planear a nível local. Quando se tomam estas decisões é preciso pensar nos recursos que existem em cada USF e na resposta que é necessária para cada população, que pode variar de acordo com a localização”, indicou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).




