O espaço aéreo na Guiné-Bissau foi hoje reaberto, informou a Autoridade de Aviação Civil da Guiné-Bissau (AACGB), um dia após os militares tomarem o poder e encerrarem as fronteiras.
No documento a que a Lusa teve acesso, as companhias aéreas comerciais são autorizadas a “efetuarem os seus voos regulares e programados para a Guiné-Bissau e vice-versa”, indicou o presidente do conselho de administração da Autoridade da Aviação Civil da Guiné-Bissau, na sequência de uma “autorização excecional” do “Alto Comando Militar para Restauração de Segurança Nacional e de Ordem Pública”.
Os militares guineenses anunciaram na quarta-feira ter tomado o poder, um dia antes da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau anunciar o resultado das eleições gerais, realizadas no domingo.
O general Horta Inta-A foi hoje empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau, numa cerimónia que decorreu no Estado-Maior General das Forças Armadas guineense, um dia depois de os militares terem tomado o poder.
A informação foi veiculada nas redes sociais de meios de comunicação guineenses, nomeadamente a Televisão da Guiné-Bissau (TGB).
No dia seguinte à votação, na segunda-feira, o candidato da oposição Fernando Dias reclamou vitória na primeira volta contra o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.
Desde a sua independência de Portugal, a Guiné-Bissau sofreu cinco golpes de Estado, 17 tentativas de golpe e uma série de mudanças de Governo.














