A rede de supermercados espanhola Dia definiu claramente os seus planos para os próximos anos: investimento forte em Espanha e na Argentina e uma reestruturação agressiva no Brasil e em Portugal, sublinhou esta segunda-feira o jornal espanhol ‘El Economista’.
Segundo dados do relatório anual, a Dia fechou 2022 com um total de 3.634 lojas em Espanha, o seu mercado mais importante, tendo aberto 27 novas lojas. Na Argentina, a empresa dirigida por Martín Tolchachir passou de 912 lojas para 994. No ano passado, embora tenha fechado 19 lojas, realizou mais de uma centena de aberturas. Num ambiente de forte inflação, a subsidiária da Dia na Argentina aumentou as suas vendas em 30%, para 1.364 milhões de euros. Além disso, a Dia Argentina passou de registar perdas de 11,6 milhões de euros para obter um lucro de 29,6 milhões no ano passado.
“Esta nova Dia está muito consolidada em Espanha e na Argentina, onde foram transformadas, no último ano, 809 e 255 lojas, respetivamente”, garantiu o grupo espanhol.
Já no Brasil, o fenómeno é inversos: a rede foi reduzida em 129 estabelecimentos e não foi aberta qualquer loja no último ano. Os problemas do grupo alimentar multiplicam-se no país e a Dia já enfrenta processos fiscais no Brasil pelo pagamento de diversos impostos que ascendem a quase 200 milhões de euros. A isto acresce os 40 milhões de euros de prejuízo no ano passado.
A situação em Portugal é ainda mais delicada: fecharam 36 estabelecimentos e não houve qualquer abertura. O negócio está mesmo à venda. “O Grupo Dia avalia continuamente diversas oportunidades de investimento e desinvestimento , sem que até à data tenha sido tomada qualquer decisão a esse respeito”, esclareceu o grupo, sem confirmar a intenção de transferência de negócios.







