Greve de trabalhadores dos CTT arranca hoje em Lisboa, Coimbra e Maia com exigências de melhores condições de trabalho. Dura até fevereiro

A greve dos trabalhadores dos CTT – Correios de Portugal tem início este sábado, afetando os centros logísticos e de transporte em Lisboa, Coimbra e Maia. A paralisação foi convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e visa exigir a admissão de mais trabalhadores, a melhoria e humanização das escalas de serviço e dos giros, bem como o cumprimento integral do Acordo de Empresa.

Pedro Gonçalves
Novembro 1, 2025
8:30

A greve dos trabalhadores dos CTT – Correios de Portugal tem início este sábado, afetando os centros logísticos e de transporte em Lisboa, Coimbra e Maia. A paralisação foi convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e visa exigir a admissão de mais trabalhadores, a melhoria e humanização das escalas de serviço e dos giros, bem como o cumprimento integral do Acordo de Empresa.

De acordo com a Fectrans, estas reivindicações são consideradas “questões fundamentais para que haja uma melhoria do serviço público postal”. As greves, que agora se iniciam, têm caráter prolongado e deverão manter-se até 27 de fevereiro de 2026.

Lisboa: paralisação no Centro de Preparação e Lançamento de Serviços
Em Lisboa, a greve tem lugar no Centro de Preparação e Lançamento de Serviços dos CTT, abrangendo os trabalhadores da área de logística e transportes colocados em horários com intervalo de descanso superior a 45 minutos.

A paralisação decorre durante o primeiro período de trabalho e, segundo o sindicato, pretende chamar a atenção para “a degradação das condições laborais e o aumento da carga de trabalho”, resultado da falta de efetivos.

Coimbra: trabalhadores de Taveiro em greve no início do turno
Em Coimbra, a greve atinge os trabalhadores dos CTT no Centro Logístico de Taveiro, também na área de logística e transportes. A paralisação foi igualmente convocada pela Fectrans e decorre durante a primeira hora e meia do primeiro período de trabalho.

A greve abrange os trabalhadores escalados em horários de carreiras imobilizadas, refletindo as mesmas exigências verificadas a nível nacional — reforço de pessoal, reorganização das escalas e cumprimento do Acordo de Empresa.

Maia: trabalhadores da plataforma nacional param no segundo turno
No norte do país, os trabalhadores do Centro de Plataforma Logística Nacional da Maia iniciam igualmente a greve neste sábado. A paralisação incide sobre os trabalhadores com intervalos de descanso superiores a uma hora e decorre durante o segundo período de trabalho.

A Fectrans sublinha que a situação na Maia “espelha o problema generalizado da falta de recursos humanos” e alerta que “sem a contratação urgente de mais trabalhadores, a qualidade do serviço público postal continuará em risco”.

As ações de greve estão programadas para repetir-se regularmente até 27 de fevereiro de 2026, envolvendo vários centros operacionais dos CTT em todo o país. A federação sindical afirma que este é um protesto prolongado, com o objetivo de pressionar a administração dos CTT a negociar soluções concretas para os problemas que afetam os trabalhadores.

Segundo a Fectrans, a luta “não se trata apenas de reivindicações salariais, mas da necessidade de humanizar o trabalho e recuperar a qualidade de um serviço público essencial para os cidadãos”.

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