Graça Freitas pede aos portugueses que não recusem vacina da AstraZeneca. “Seja qual for a marca deve ser aceite”

A diretora geral da saúde, pediu esta quinta-feira aos portugueses que não recusem a vacina da AstraZeneca, ou qualquer outra. 

Simone Silva
Março 18, 2021
19:26

A diretora geral da saúde, pediu esta quinta-feira aos portugueses que não recusem a vacina da AstraZeneca, ou qualquer outra. Na conferência de imprensa marcada para anunciar a retoma da vacinação com a AstraZeneca, a responsável deixou um apelo.

Recusar a vacina? “é uma hipótese que as pessoas não devem colocar”. “O apelo que nós fazemos aos portugueses é que ponderem muito bem antes de recusar. A alternativa é ficarem desprotegidos de uma doença grave que pode ser letal”, referiu.

Segundo a responsável, “se a vacina for oferecida a uma pessoa, seja qual for a marca da vacina, deve ser aceite”, defende deixando assim o conselho à população. “Quando decidimos colocar uma vacina no mercado, é porque ela nos dá garantias”, indica.

Graça Freitas disse ainda que a decisão de suspender a vacinação foi tomada por uma questão de “saúde pública e de precaução”. “Na dúvida fez-se uma pausa que como seu viu é facilmente recuperável, não vai impactar significativamente o esforço de vacinação”, disse.

“Feita uma avaliação entre os benefícios e os riscos da vacinação, quando decidimos pôr uma vacina a circular é porque ela nos dá garantias de que é segura, eficaz e tem qualidade e por isso se uma pessoa for elegível para uma vacina, deve aceitá-la”, disse Graça Freitas.

A responsável sublinha que “o risco de ter doença, doença grave, internamento e indesejavelmente morte é muito inferior, portanto qualquer que seja a marca da vacina, se é posta no mercado pelas autoridades portuguesas é porque os seus benefícios superam os riscos, é isso que as pessoas devem ter em conta”, afirmou.

Portugal anunciou hoje a retoma da vacinação contra a Covid-19 com a vacina da AstraZeneca a partir de segunda-feira. A decisão foi anunciada em conferência de imprensa conjunta com o diretor do Infarmed, a diretora geral da saúde e o coordenador da task-force de vacinação.

Esta retoma surge horas depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter revelado que a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca é “segura e eficaz” e “não está associada a um maior risco de coágulos sanguíneos”.

“O nosso comité de especialistas acabou de chegar a uma conclusão em relação às pessoas vacinadas com a vacina da AstraZeneca. Trata-se de uma vacina segura e eficaz. Os benefícios associados compensam todos os riscos”, afirmou a diretora executiva da EMA, Emer Cooke.

Perante o parecer positivo do regulador europeu, alguns países que pararam de administrar já levantaram imediatamente as suspensões, evitando, desta forma, mais atrasos nas campanhas de imunização. A Portugal na retoma da vacina juntam-se também Itália, Letónia, Lituânia e Chipre, que ainda hoje anunciaram planos para voltar a vacinar a sua população com o fármaco da AstraZeneca.

No total, 21 países suspenderam o uso do fármaco da AstraZeneca – Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Noruega, Áustria, Roménia, Estónia, Países Baixos, Islândia, Lituânia, Letónia, Bulgária, Luxemburgo, Chipre, Irlanda, Dinamarca, Suécia, Indonésia e Venezuela.

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