Cada condutor tem os seus hábitos ao volante do seu carro. São quase infinitos os maneirismos, mas há um que claramente se diferencia: a escolha de conduzir com música a tocar ou em completo silêncio. Embora possa parecer trivial, esse hábito pode revelar muito sobre a personalidade de alguém.
Em primeiro lugar, conduzir sem música sugere que a pessoa valoriza a tranquilidade e o tempo para pensar, refletir ou simplesmente desligar-se. Isso indica um indivíduo altamente reflexivo para quem estar ao volante é a situação ideal para se concentrar, planear ou resolver problemas com eficácia.
Portanto, se conhece alguém que prefere conduzir em silêncio em vez de com música ou rádio ligados, é provável que essa pessoa tenha capacidade para reflexão profunda e apresente funções cognitivas superiores. Intimamente relacionada a isso está a capacidade de apreciar a solidão, pois essas situações permitem evitar distrações.
Por outro lado, pessoas que conduzir sem distrações conseguem manter o foco por períodos prolongados, concentrando-se numa tarefa ou pensamento específico. Aliás, alguns estudos confirmaram que motoristas iniciantes demonstraram melhor controlo do veículo quando não estavam a ouvir música, em comparação com aqueles que estavam.
Nos últimos anos, o campo da psicologia tem promovido amplamente o desenvolvimento da atenção plena, que se baseia principalmente na atenção aos próprios pensamentos, sentimentos e ao mundo ao redor no momento presente. Isso frequentemente se estende além da condução, manifestando-se em diversas áreas da vida.
Outra característica muito importante das pessoas que preferem o completo silêncio é a sua valorização da simplicidade e dos aspetos mais simples da vida. O silêncio durante uma tarefa tão monótona pode até ser terapêutico, pois encontram felicidade nas pequenas coisas do dia a dia.
Por fim, os motoristas tranquilos partilham um perfil muito específico: são extremamente pacientes. Em ambientes estimulantes, como engarrafamentos na hora de ponta, manter a calma ajuda a desenvolver níveis ótimos de paciência. Além disso, também são muito confiantes e seguros de si, confiando nas suas próprias habilidades para lidar com qualquer situação.
Embora represente uma série de indicadores intimamente relacionados a certos tipos de pessoas, indicou a publicação ‘El Economista’, em nenhum caso constituem uma ferramenta de diagnóstico e muito menos são exatamente os mesmos para todos os indivíduos.














