GM assina negócio com a Glencore para fornecimento de cobalto

A General Motors disse esta terça-feira que fez um acordo de vários anos com a Glencore PLC para fornecimento de cobalto que vai usar na produção dos seus veículos elétricos, numa altura em que as fabricantes de automóveis em todo o mundo estão com dificuldades em arranjar a matéria-prima devido aos problemas nas cadeias de abastecimento.

Mariana da Silva Godinho

A General Motors disse esta terça-feira que fez um acordo de vários anos com a Glencore PLC para fornecimento de cobalto que vai usar na produção dos seus veículos elétricos, numa altura em que as fabricantes de automóveis em todo o mundo estão com dificuldades em arranjar a matéria-prima devido aos problemas nas cadeias de abastecimento.

Metais como o lítio, o níquel e o cobalto, essenciais ao fabrico de veículos elétricos, estão cada vez mais difíceis de arranjar por parte das empresas e têm visto os seus preços subir para máximos de vários anos.



O cobalto, especificamente, é responsável por garantir que os cátodos, um constituinte das baterias, não vão sobreaquecer ou pegar fogo com facilidade e também por prolongar a vida útil das baterias.

No comunicado conjunto das empresas, o cobalto obtido da operação Murrin Murrin da Glencore na Austrália vai ser utilizado para baterias da GM que alimentam veículos como o Chevrolet Silverado EV, o GMC Hummer EV e o Cadillac Lyriq. As empresas não divulgaram os termos do negócio.

“A GM e os nossos fornecedores estão a construir um ecossistema EV que se concentra na obtenção de matérias-primas críticas de uma forma segura e sustentável”, disse, no comunicado, Jeff Morrison, vice-presidente da GM, Global Purchasing and Supply Chain.

Já Ash Lazenby, da Glencore, explica que “o futuro enfrentado por mercadorias como o cobalto desempenha um papel fundamental na descarbonização do consumo de energia e na revolução dos veículos elétricos. A Glencore é já um dos principais produtores, recicladores e fornecedores destas mercadorias, que sustentam a nossa própria ambição de alcançar emissões totais líquidas zero até 2050”.

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