O estado do tempo continua a ser uma das principais preocupações dos portugueses à entrada de um novo ano, sobretudo para quem planeia celebrar a passagem de ano ao ar livre. As previsões apontam para um cenário contrastante entre regiões, com tempo seco e frio no continente na noite de 31 de dezembro, mas com chuva e vento a ganharem força logo nos primeiros dias de 2026, devido à aproximação de uma depressão atmosférica complexa.
Segundo as previsões divulgadas pelo portal especializado LusoMeteo, esta terça-feira, Portugal continental mantém-se sob influência anticiclónica, com estabilidade atmosférica, frio intenso durante a noite e condições favoráveis à formação de nevoeiros, alguns deles gelados, enquanto a mudança do tempo deverá ocorrer rapidamente após o início do novo ano.
Esta terça-feira decorre com tempo estável em Portugal continental, vento fraco e uma acentuada inversão térmica, fenómeno típico nesta altura do ano. As noites continuam muito frias, sobretudo nas zonas baixas e nos vales mais abrigados, onde as temperaturas mínimas podem descer abaixo de zero.
No interior, em especial em Trás-os-Montes e noutras regiões do Norte e Centro, há condições para a formação de nevoeiros persistentes, localmente gelados, com ocorrência de sincelo. Durante a tarde, o sol deverá predominar em várias regiões, tornando o ambiente ligeiramente mais agradável, apesar do frio.
Passagem de ano seca no continente, mas chuva certa na Madeira
A previsão para a noite de quarta-feira, 31 de dezembro, aponta para uma passagem de ano seca em Portugal continental, com probabilidades de precipitação inferiores a 5% durante a madrugada de 1 de janeiro. O frio continuará a marcar presença, com possibilidade de geadas fortes e nevoeiros em várias zonas do interior.
Nos Açores, o cenário é mais incerto. As previsões indicam probabilidades de precipitação entre 50% e 60% na noite de passagem de ano, o que significa que pode chover, embora de forma fraca e localizada.
Já na Madeira, o cenário é substancialmente diferente. A probabilidade de chuva é elevada, próxima dos 100%, o que indica que a passagem de ano deverá ser molhada e ventosa no arquipélago, condicionando os planos de quem pretende celebrar ao ar livre.
Depressão complexa pode quebrar bloqueio atmosférico no início do ano
Após vários dias de domínio anticiclónico, os modelos meteorológicos passaram a indicar a aproximação de uma depressão atmosférica complexa, cuja evolução tem sido difícil de prever e que não surgia nas simulações há apenas alguns dias. Esta mudança ilustra a incerteza associada às previsões mesmo a curto prazo.
A partir de quinta-feira, 1 de janeiro, aumenta significativamente a probabilidade de precipitação em Portugal continental, sobretudo a partir da tarde. A chuva poderá chegar acompanhada de vento forte e, pontualmente, de trovoadas, com tendência para se generalizar na sexta-feira e durante o fim de semana.
Atualmente, a probabilidade de precipitação para sexta-feira e sábado ultrapassa os 80%, com vento a soprar por vezes forte. As temperaturas deverão manter-se frescas, mas não excessivamente baixas, sendo a queda de neve limitada à Serra da Estrela.
Incerteza mantém-se para os primeiros dias de janeiro
Apesar do consenso entre vários modelos quanto à chegada da instabilidade, subsistem dúvidas sobre a persistência da chuva. Alguns modelos numéricos continuam menos convictos quanto à duração desta mudança, o que deixa em aberto cenários bastante distintos nos primeiros dias de 2026.
O bloqueio atmosférico que parecia instalado para um período prolongado revela-se, assim, frágil, podendo ser rapidamente ultrapassado por sistemas de baixa pressão com impacto significativo.
Nos Açores, a semana será marcada por grande variabilidade. Esta terça-feira é o dia com maior probabilidade de chuva em todo o arquipélago, acompanhada de vento e possibilidade de trovoadas, sobretudo nas ilhas centrais e orientais. O estado do mar também deverá agravar-se devido à proximidade de uma perturbação atmosférica.
A partir de quarta-feira, a chuva tende a afastar-se gradualmente, persistindo ainda nas ilhas centrais e orientais. Quinta-feira deverá trazer um regresso à estabilidade, com vento de noroeste, descida das temperaturas e mar algo agitado.
Para sexta-feira, não se prevê precipitação significativa, mantendo-se o vento moderado a forte de noroeste e um ambiente relativamente fresco. O fim de semana apresenta ainda alguma incerteza, mas o cenário mais provável aponta para estabilidade com aguaceiros fracos e ocasionais.
Na Madeira, as previsões são particularmente complexas devido à interação entre ar frio e a perturbação que afeta os Açores. Esta terça-feira ainda poderá contar com alguma melhoria temporária, mas a instabilidade deverá regressar em força.
Na quarta-feira, dia 31, os modelos insistem na chegada de precipitação mais intensa durante a tarde e noite, tornando muito provável que a passagem de ano seja marcada por chuva e vento no arquipélago. A instabilidade deverá prolongar-se durante quinta-feira, 1 de janeiro, antes de dar lugar a uma melhoria gradual na sexta-feira, com a aproximação do anticiclone.
Para o fim de semana de 2 e 3 de janeiro, as previsões atuais apontam para tempo mais seco, embora ainda ventoso, mantendo-se elevada a incerteza a esta distância temporal.














